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Posts de Nossa Senhora: Mendonça aponta 4 questões em análise no TSE

Em desenvolvimento · atualizado às 16:47

Publicado em 3 min de leitura

Em poucas palavras

O ministro André Mendonça, do TSE, votou para manter a exclusão de posts que associavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. No voto, listou quatro questões em análise no plenário virtual. O placar parcial era de 3 a 0. A decisão original, de 25 de setembro, derrubou mais de mil links.

Martelo de juiz sobre documentos e imagem religiosa em mesa de tribunal, representando a decisão do TSE sobre posts de Nossa Senhora Aparecida
Martelo de juiz sobre documentos e imagem religiosa em mesa de tribunal, representando a decisão do TSE sobre posts de Nossa Senhora Aparecida

O que você precisa saber

  • Mendonça votou por manter a exclusão de posts que ligavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
  • O voto listou quatro questões em análise no plenário virtual do TSE.
  • O placar parcial era de 3 a 0, com votos de Nunes Marques e Dias Toffoli.
  • A decisão original derrubou mais de mil links e prevê multa de R$ 50 mil para plataformas que descumprirem.
  • O caso gerou sobreposição de decisões entre o TSE e o STF.

Em menos de 1 minuto

Mendonça lista 4 questões do caso Nossa Senhora no TSE

O ministro André Mendonça, do TSE, votou para manter a exclusão de posts que associavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. No voto, listou quatro questões em análise no plenário virtual. O placar parcial era de 3 a 0. A decisão original, de 25 de setembro, derrubou mais de mil links.

O que se sabe

  • Mendonça votou para manter a exclusão de posts que ligavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
  • As quatro questões apontadas por Mendonça: se a divulgação sem suporte fático autoriza tutela de indisponibilização; se a disseminação massiva autoriza extensão da tutela a replicações; se as providências configuram censura prévia; e critérios para provedores identificarem conteúdos equivalentes.
  • O julgamento no plenário virtual do TSE começou às 10h e terminou às 23h59 de 30 de setembro.
  • O placar parcial no TSE era de 3 a 0 para manter a decisão, com votos de Nunes Marques e Dias Toffoli.
  • A decisão original de Mendonça, de 25 de setembro, determinou a derrubada de mais de mil links.
  • A multa para plataformas que descumprirem a medida é de R$ 50 mil.
  • A polêmica surgiu a partir de um comentário na televisão sobre suposta articulação de setores evangélicos, sem citar o candidato, e de informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
  • Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão de Mendonça em 27 de setembro; Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino em 28 de setembro.
  • As plataformas receberam prazo de 24 horas para voltar a cumprir a ordem de Mendonça.
  • Mendonça afirmou que a exclusão de conteúdo inverídico não é censura prévia, mas preservação da liberdade de expressão.

O que ainda não se sabe

  • O resultado final do julgamento no plenário virtual do TSE, já que seis ministros ainda precisavam votar.
  • Se o TSE vai referendar ou rejeitar a decisão de Mendonça.
  • Como os provedores deverão identificar, na prática, conteúdos substancialmente equivalentes.
  • Se a decisão do TSE pode ser novamente revertida pelo STF.
  • Se a decisão vale apenas para o período eleitoral ou tem efeito permanente.
  • Quais serão as consequências para quem publicar conteúdo semelhante após a decisão.

O que cada lado diz

  • André Mendonça (TSE): Votou por manter a exclusão dos posts e afirmou que remover conteúdo inverídico não é censura prévia, mas preservação da liberdade de expressão. (Metrópoles, CNN Brasil e Valor Econômico)
  • Flávio Dino (STF): Derrubou a decisão de Mendonça em 27 de setembro, atendendo a pedido do humorista Antonio Tabet. (BBC News Brasil)
  • Luiz Fux (STF): Suspendeu a decisão de Dino em 28 de setembro e restabeleceu a ordem de Mendonça, com prazo de 24 horas para as plataformas. (BBC News Brasil)
  • Campanha de Flávio Bolsonaro: Acionou o TSE contra as publicações que associavam o candidato à retirada do título de Padroeira. (Metrópoles e CNN Brasil)
  • Nunes Marques e Dias Toffoli (TSE): Votaram com Mendonça para manter a decisão, formando o placar parcial de 3 a 0. (CNN Brasil)

Linha do tempo

  • 1930: Nossa Senhora Aparecida é proclamada Padroeira do Brasil.
  • 1980: Lei nº 6.802 declara o feriado nacional de 12 de outubro consagrado a Nossa Senhora Aparecida.
  • 2007: Projeto de Lei 2.623/2007 alterava o título de Padroeira do Brasil.
  • 2008: O projeto de lei é arquivado.
  • 25 de setembro: Mendonça determina a derrubada de mais de mil links que relacionavam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida.
  • 27 de setembro: Flávio Dino, do STF, derruba a decisão de Mendonça.
  • 28 de setembro: Luiz Fux, do STF, suspende a decisão de Dino e restabelece a ordem de Mendonça.
  • 30 de setembro, das 10h às 23h59: Plenário virtual do TSE julga o caso; placar parcial é de 3 a 0 para manter a decisão.

Próximos passos

  • Conclusão do julgamento no plenário virtual do TSE, com os votos dos seis ministros restantes.
  • Definição sobre referendar ou rejeitar a decisão de Mendonça.
  • Possibilidade de nova decisão do STF após o resultado no TSE.
  • Definição de critérios para provedores identificarem conteúdos equivalentes.
  • Acompanhamento da relação entre TSE e STF após o caso.

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Perguntas frequentes

Quais são as 4 questões apontadas por Mendonça no TSE sobre os posts de Nossa Senhora?

Mendonça apontou: (1) se a divulgação sem suporte fático autoriza tutela de indisponibilização; (2) se a disseminação massiva autoriza extensão da tutela a replicações; (3) se as providências configuram censura prévia; (4) critérios para provedores identificarem conteúdos equivalentes.

O que Mendonça decidiu sobre os posts de Nossa Senhora Aparecida?

Em 25 de setembro, Mendonça determinou a derrubada de mais de mil links que associavam Flávio Bolsonaro à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A multa para plataformas que descumprirem é de R$ 50 mil.

O que Flávio Dino e Luiz Fux decidiram sobre os posts de Nossa Senhora?

Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão de Mendonça em 27 de setembro, atendendo a pedido do humorista Antonio Tabet. Em 28 de setembro, Luiz Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a ordem de Mendonça, com prazo de 24 horas para as plataformas.

De onde veio a polêmica sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida?

A polêmica surgiu de informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Um projeto de lei de 2007 sobre o título da santa, arquivado em 2008, foi associado erroneamente ao candidato.

Para ir à origem

Fontes consultadas

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  1. Posts de Nossa Senhora: Mendonça aponta 4 questões em análise no TSE
  2. TSE tem 3 a 0 para proibir posts sobre fake news de Nossa Senhora | CNN Brasil
  3. Nunes Marques determina que TSE julgue caso dos posts de Nossa Senhora Aparecida: entenda o vaivém a menos de uma semana da eleição - BBC News Brasil
  4. Mendonça abre julgamento no TSE com voto para manter decisão que retirou do ar posts sobre Nossa Senhora Aparecida | Eleições 2026 | Valor Econômico
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