PEC da Segurança é aprovada sem maioridade penal; Marinho promete insistir
Em desenvolvimento · atualizado às 21:16
Em poucas palavras
O Senado aprovou a PEC da Segurança Pública em 3 de novembro de 2026, em dois turnos, sem a redução da maioridade penal. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que votaria a favor da proposta, mas insistiria no tema da idade penal. Um requerimento do relator separou as emendas sobre maioridade penal do texto principal, por 38 votos a 36.

O que você precisa saber
- A PEC da Segurança foi aprovada em dois turnos no Senado sem a redução da maioridade penal
- Rogério Marinho votou a favor da PEC, mas manteve a defesa da mudança na idade penal
- As emendas sobre maioridade penal foram separadas por 38 a 36 e agora tramitam como propostas autônomas
- A PEC constitucionaliza o SUSP, altera o Artigo 144 e prevê penas mais duras para chefes de facções e milícias
Em menos de 1 minuto
Senado aprova PEC da Segurança sem redução da maioridade penal
O Senado aprovou a PEC da Segurança Pública em 3 de novembro de 2026, em dois turnos, sem a redução da maioridade penal. O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que votaria a favor da proposta, mas insistiria no tema da idade penal. Um requerimento do relator separou as emendas sobre maioridade penal do texto principal, por 38 votos a 36.
O que se sabe
- Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, disse que a bancada votaria a favor da PEC da Segurança Pública, mas insistiria na redução da maioridade penal
- Marinho apresentou emenda que reduz a maioridade penal para 16 anos em crimes comuns e para 14 anos em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo
- Camilo Santana (PT-CE), líder do PT, apresentou emenda que reduz a maioridade penal para 16 anos apenas em crimes hediondos
- O relator Rogério Carvalho (PT-SE) pediu a retirada das emendas sobre maioridade penal, que passariam a compor novo projeto
- O plenário aprovou por 38 a 36 o requerimento que separou as emendas sobre maioridade penal da PEC
- A PEC foi aprovada em primeiro turno por 73 a 0 e em segundo turno por 75 a 0, acima dos 49 votos necessários em cada turno
- O texto aprovado no Senado repete o teor do que passou na Câmara, o que dispensa nova análise pelos deputados
- A PEC constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e altera o Artigo 144 da Constituição, com penas mais duras para chefes de facções e milícias
O que ainda não se sabe
- Não há data confirmada para a análise das emendas de maioridade penal pela CCJ
- Não foi confirmado se Marinho ou outro parlamentar apresentará novo destaque após a separação das emendas
- Não há detalhamento do calendário de promulgação da PEC pelo Congresso
- Não foi confirmado o número exato de senadores da bancada governista na votação do requerimento
- Não há confirmação de pesquisa de opinião que sustente o índice de 80% citado por Marinho
O que cada lado diz
- Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição: Vota a favor da PEC, mas mantém o destaque pela redução da maioridade penal, tema que ele afirma ser de interesse de quase 80% da população, sem pesquisa de opinião confirmada (G1)
- Rogério Carvalho (PT-SE), relator da PEC: Defendeu separar as emendas sobre maioridade penal e argumentou que há divergência sobre se o limite etário do Artigo 228 é cláusula pétrea (Agência Brasil)
- José Guimarães, ministro das Relações Institucionais: Afirmou que o governo trabalharia para evitar a votação da redução da maioridade penal junto com a PEC (G1)
- Camilo Santana (PT-CE), líder do PT: Apresentou emenda que reduz a maioridade penal para 16 anos apenas em crimes hediondos (Agência Brasil)
Linha do tempo
- 15 de outubro: A PEC da Segurança é retirada da pauta do Senado por falta de acordo sobre as emendas
- 3 de novembro de 2026: Plenário aprova por 38 a 36 o requerimento que separa as emendas sobre maioridade penal da PEC
- 3 de novembro de 2026: Senado aprova a PEC da Segurança em primeiro turno por 73 a 0
- 3 de novembro de 2026: Senado aprova a PEC em segundo turno por 75 a 0, sem a mudança na idade penal
Próximos passos
- As emendas sobre maioridade penal passam a tramitar como matérias autônomas e podem ser examinadas pela CCJ, sem data prevista
- O texto aprovado repete o teor aprovado pela Câmara e dispensa nova análise dos deputados; o calendário de promulgação pelo Congresso não foi detalhado
- O governo prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC
- Não foi confirmado se a oposição apresentará novo destaque sobre a idade penal nas próximas etapas
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
A redução da maioridade penal foi incluída na PEC da Segurança?
Não. Em 3 de novembro de 2026, o plenário aprovou por 38 a 36 o requerimento do relator Rogério Carvalho que separou as emendas sobre maioridade penal do texto. A PEC foi aprovada em seguida, em dois turnos, sem a mudança na idade penal.
O que prevê a emenda de Rogério Marinho sobre maioridade penal?
A emenda reduz a maioridade penal para 16 anos em crimes comuns e para 14 anos em crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, segundo o G1 e a Agência Brasil.
A PEC da Segurança volta para a Câmara dos Deputados?
Não. O texto aprovado no Senado repete o teor do que foi aprovado pela Câmara, o que dispensa nova análise pelos deputados, conforme a Agência Brasil.
Quantos votos são necessários para aprovar uma PEC no Senado?
São necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. A PEC da Segurança teve 73 a 0 no primeiro turno e 75 a 0 no segundo.
Para ir à origem
Fontes consultadas
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- Agência Brasil: Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal
- G1: Líder da oposição no Senado diz que vai votar a favor da PEC da Segurança, mas insistirá na redução da maioridade penal
- CNN Brasil: Senado rejeita incluir redução da maioridade penal na PEC da Segurança
- Metrópoles: Senado aprova separar redução da maioridade penal da PEC da Segurança
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