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Irã quer reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

Em desenvolvimento · atualizado às 10:26

Publicado em 4 min de leitura

Em poucas palavras

O Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez dos sete previstos, caso os Estados Unidos aceitem as condições iranianas. A declaração é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, segundo o g1. O estreito está bloqueado desde o início da guerra, deflagrada por ataques de Israel e dos EUA contra o Irã em 28 de fevereiro.

Vista aérea do Estreito de Ormuz com petroleiro parado e navios cargueiros ao fundo na água calma
Vista aérea do Estreito de Ormuz com petroleiro parado e navios cargueiros ao fundo na água calma

O que você precisa saber

  • O Irã diz que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez de sete, se os EUA aceitarem suas condições.
  • As exigências incluem cessar-fogo regional, desbloqueio de ativos, fim de sanções ao petróleo e suspensão do bloqueio aos portos iranianos.
  • A troca de mensagens segue por mediadores, com o Catar no centro das conversas.
  • Trump ameaçou novos ataques, mas disse que não agiria antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
  • Não há confirmação sobre quais condições os EUA já aceitaram ou rejeitaram.

O Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez dos sete previstos, caso os Estados Unidos aceitem as condições iranianas. A declaração é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, segundo o g1. O estreito está bloqueado desde o início da guerra, deflagrada por ataques de Israel e dos EUA contra o Irã em 28 de fevereiro.

O que se sabe

  • O Irã avalia reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, em vez dos sete previstos, se os EUA aceitarem as condições de Teerã.
  • A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, nesta segunda-feira (2).
  • Segundo Baqaei, a possibilidade de implementar o plano em dois dias é uma demonstração da boa-fé do Irã.
  • O porta-voz afirmou que a troca de mensagens com os EUA continua por meio de mediadores e que tudo depende de Washington aceitar as condições iranianas.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo e está bloqueado por Teerã desde o início da guerra.
  • A guerra foi deflagrada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro.
  • Desde o início do conflito, Teerã restringe a navegação pelo Estreito de Ormuz e ataca navios que tentam atravessá-lo sem autorização iraniana.
  • Em setembro, o Irã apresentou, por meio do Catar, uma proposta para reabrir o estreito caso os EUA aceitassem uma série de condições.
  • Entre as exigências estão cessar-fogo regional, desbloqueio de ativos iranianos no exterior, fim das sanções contra o setor petrolífero do país e suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos.
  • O chanceler iraniano Abbas Araghchi acrescentou uma nova condição em entrevista à Al Jazeera: a aceitação de uma nova rota acertada entre Irã e Omã para a passagem de navios pelo estreito.

O que ainda não se sabe

  • Não há detalhamento público do texto completo das condições iranianas nem da minuta que circula nas negociações.
  • Não foi confirmado quais condições específicas os EUA já aceitaram, rejeitaram ou estão dispostos a negociar.
  • Não está claro o que exatamente o Irã chama de nova rota acertada entre Irã e Omã nem como ela funcionaria na prática.
  • Não há informação confirmada sobre o impacto do bloqueio no preço do petróleo ou no volume de navios afetados.
  • Não foi confirmado se existe prazo formal para resposta americana às condições iranianas.
  • Não há confirmação sobre o status atual do cessar-fogo nem sobre a extensão dos confrontos desde setembro.

O que cada lado diz

  • Irã (governo): Diz que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias se os EUA aceitarem as condições, que incluem cessar-fogo regional, fim de sanções e desbloqueio de ativos. (g1)
  • Estados Unidos (governo Trump): Trump reiterou ameaças de novos ataques, mas disse que não lançaria novos ataques antes das eleições de meio de mandato e que as conversas têm sido produtivas. (g1)
  • Catar (mediador): Atua como intermediário na troca de mensagens entre Irã e EUA. Negociadores iranianos deixaram Doha no domingo (1º), segundo uma autoridade a par das negociações. (CNN Brasil)

Linha do tempo

  • 28 de fevereiro: Ataques de Israel e dos EUA contra o Irã deflagram a guerra; desde o início do conflito, Teerã restringe a navegação pelo Estreito de Ormuz.
  • Setembro: Irã apresenta por meio do Catar proposta de reabertura do estreito com condições; plano tem sete etapas.
  • Sexta-feira (30): Discussões em Teerã duram mais de 12 horas antes da ida dos negociadores a Doha.
  • Domingo (1º): Negociadores iranianos encerram conversas com mediadores do Catar e partem; autoridade diz que saída não foi por dificuldades e que uma minuta circula.
  • Segunda-feira (2): Porta-voz Esmaeil Baqaei afirma que Irã avalia reabrir Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições.
  • Terça-feira (3): Eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Próximos passos

  • Acompanhar resposta dos EUA às condições iranianas, que ainda não tem prazo formal confirmado.
  • Observar se a minuta que circula nas negociações será divulgada ou comentada por autoridades.
  • Verificar declarações de Trump após as eleições de meio de mandato sobre a possibilidade de novos ataques.
  • Acompanhar o papel do Catar e de Omã na mediação e na chamada nova rota para navios.
  • Monitorar o status do cessar-fogo e a extensão dos confrontos desde setembro.

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Perguntas frequentes

Quais são as condições que o Irã exige dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz?

Segundo o g1, as exigências incluem cessar-fogo regional, desbloqueio de ativos iranianos no exterior, fim das sanções ao setor petrolífero e suspensão do bloqueio americano aos portos iranianos. O chanceler Abbas Araghchi acrescentou a aceitação de uma nova rota acertada entre Irã e Omã e a redução da presença militar dos EUA no Oriente Médio.

Por que o prazo caiu de sete para dois dias?

O porta-voz Esmaeil Baqaei disse que a possibilidade de implementar o plano em dois dias é uma demonstração da boa-fé do Irã. A proposta original tinha sete etapas e foi apresentada em setembro por meio do Catar.

O que acontece se os EUA não aceitarem as condições?

Baqaei afirmou que qualquer ato de agressão contra o Irã receberá resposta contundente, imediata e global. Trump, por sua vez, reiterou ameaças de retomar ataques, mas disse que não lançaria novos ataques antes das eleições de meio de mandato.

Qual é o papel do Catar nas negociações?

O Catar atua como mediador na troca de mensagens entre Irã e EUA. Em setembro, o Irã apresentou por meio do Catar a proposta de reabertura do estreito. Negociadores iranianos estiveram em Doha e partiram no domingo (1º), segundo autoridade a par das negociações.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Irã pode reabrir Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições | G1
  2. Irã propõe reabrir Ormuz em dois dias se conseguir acordo com EUA | CNN Brasil
Estreito de OrmuzIrãEstados UnidosDonald TrumpCatarpetróleogeopolítica

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