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Escala 6x1: o que Marinho disse e o que muda com a PEC 221/2019

Em alta · atualizado às 05:31

Publicado em 3 min de leitura

Em poucas palavras

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse à Folha que a escala 6x1 é um absurdo e que empresários modernos já a extinguiram. Ele defende a PEC 221/2019, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, cria a escala 5x2 sem redução salarial e tem votação marcada no Senado para quarta-feira (14).

Documento da PEC 221/2019 sobre jornada de trabalho em uma mesa de escritório, com relógio e calendário ao lado
Documento da PEC 221/2019 sobre jornada de trabalho em uma mesa de escritório, com relógio e calendário ao lado

O que você precisa saber

  • Marinho chamou a escala 6x1 de absurdo e disse que empresários modernos já a extinguiram.
  • A PEC 221/2019 reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e cria a escala 5x2 sem redução de salário.
  • A transição ocorre em duas etapas: 42 horas em dois meses e 40 horas em 14 meses após a promulgação.
  • O Senado vota a proposta nesta quarta-feira (14), com necessidade de 49 votos em cada turno.
  • As multas da NR-1 estão suspensas por decisão do ministro do STF André Mendonça.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse à Folha que a escala 6x1 é um absurdo e que empresários modernos já a extinguiram. Ele defende a PEC 221/2019, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, cria a escala 5x2 sem redução salarial e tem votação marcada no Senado para quarta-feira (14).

O que se sabe

  • O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou em entrevista à Folha que a escala 6x1 é um absurdo e precisa acabar.
  • Marinho disse que empresários modernos e de cabeça arejada já acabaram com a escala 6x1.
  • Segundo o ministro, empresas que adotaram o modelo 5x2 reduziram faltas e melhoraram as contratações.
  • A PEC 221/2019 reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e cria a escala 5x2 sem redução de salário.
  • A transição prevê 42 horas semanais dois meses após a publicação e 40 horas um ano e dois meses depois.
  • O Senado marcou para quarta-feira (14) as sessões para votar a medida, com possibilidade de concluir primeiro e segundo turnos no mesmo dia.
  • São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno para aprovar uma PEC.
  • As multas da NR-1, sobre saúde mental no trabalho, estão suspensas por decisão do ministro do STF André Mendonça.

O que ainda não se sabe

  • Quais empresas ou setores específicos já adotaram a escala 5x2 no Brasil, com nomes e dados verificáveis.
  • Quanto custaria, na prática, para diferentes setores a transição da jornada 6x1 para 5x2.
  • Quais categorias ficariam de fora das novas regras e por quê.
  • Qual o impacto esperado da PEC sobre o número de empregos formais, segundo estudos citados.
  • Como o trabalhador pode verificar se sua empresa cumpre a escala 5x2 após a aprovação.

O que cada lado diz

  • Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego: Defende o fim da escala 6x1 e a aprovação da PEC 221/2019, que reduz a jornada para 40 horas semanais sem redução salarial. (Folha de S.Paulo)
  • Davi Alcolumbre, presidente do Senado: Afirmou que a base do governo Lula conseguiu as assinaturas necessárias para acelerar a votação da PEC que acaba com a jornada 6x1. (VEJA)
  • Omar Aziz, relator da PEC no Senado: Rejeitou as 36 emendas apresentadas à proposta até terça-feira. (VEJA)
  • André Mendonça, ministro do STF: Suspendeu as multas relacionadas à NR-1, que trata de saúde mental no ambiente de trabalho. (Folha de S.Paulo)

Linha do tempo

  • 2019: Apresentação da PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
  • 13 de outubro de 2026: Governo consegue votos para acelerar a votação do fim da escala 6x1, segundo a VEJA.
  • 14 de outubro de 2026: Entrevista de Marinho à Folha e sessões marcadas no Senado para votar a PEC.
  • Dois meses após a publicação da emenda: A jornada máxima cai para 42 horas semanais.
  • Um ano e dois meses após a publicação da emenda: A jornada chega a 40 horas semanais, conforme a PEC.

Próximos passos

  • Votação da PEC 221/2019 no Senado, com possibilidade de conclusão em primeiro e segundo turnos na quarta-feira (14).
  • Manutenção da suspensão das multas da NR-1 por 90 dias, conforme decisão do STF.
  • Reforço da fiscalização do Ministério do Trabalho contra fraudes na terceirização e pejotização.
  • Discussão sobre regras para microempresas e MEIs, tema que ainda não foi detalhado publicamente.

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Perguntas frequentes

O que o ministro do Trabalho disse sobre a escala 6x1?

Luiz Marinho disse à Folha que a escala 6x1 é um absurdo e precisa acabar. Ele afirmou que empresários modernos e de cabeça arejada já acabaram com esse modelo e citou casos de empresas que adotaram a jornada 5x2 e reduziram faltas.

O que é a PEC 221/2019 e o que ela muda na jornada de trabalho?

A PEC 221/2019 reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, cria a escala 5x2 sem redução de salário e estabelece repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos. A transição prevê 42 horas semanais dois meses após a publicação e 40 horas um ano e dois meses depois.

A escala 6x1 vai acabar? Quando?

A PEC que acaba com a escala 6x1 está em votação no Senado, com sessões marcadas para quarta-feira (14). Se aprovada, a jornada de 40 horas semanais passa a valer 14 meses após a promulgação, com etapa intermediária de 42 horas em dois meses.

O que é a NR-1 e por que as multas estão suspensas?

A NR-1 trata de saúde mental no ambiente de trabalho. As multas relacionadas a ela estão suspensas por decisão do ministro do STF André Mendonça. Marinho classificou a situação como o atraso do atraso do atraso e disse que o adiamento de 90 dias prolonga a discussão.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Folha de S.Paulo: 6x1 é absurdo e precisa acabar, diz ministro do Trabalho
  2. VEJA: Senado deve acelerar a votação do fim da escala 6×1 nesta quarta-feira
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