TSE: Floriano barra suspensão do canal 'Exército do Lula' às vésperas da eleição
Em desenvolvimento · atualizado às 16:07
Em poucas palavras
Em 23 de outubro de 2026, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu liminar em mandado de segurança preventivo da campanha de Lula e barrou uma eventual suspensão administrativa do canal 'Exército do Lula', no WhatsApp. A decisão vale até o plenário do TSE analisar o caso e fixa multa diária de R$ 50 mil à Meta em caso de descumprimento.
O que você precisa saber
- A liminar de Floriano de Azevedo Marques impede que a Presidência do TSE suspenda o canal 'Exército do Lula' por via administrativa até o plenário decidir.
- A decisão foi tomada em mandado de segurança preventivo da campanha de Lula e fixa multa diária de R$ 50 mil à Meta em caso de descumprimento.
- O canal, criado por André Janones, tem entre 9 milhões e quase 9,6 milhões de inscritos e é alvo de ao menos oito frentes processuais da campanha de Flávio Bolsonaro.
- O TSE já teve decisões divergentes sobre o canal: Kassio Nunes Marques mandou suspender em 11 de outubro, decisão derrubada pelo corregedor-geral eleitoral.
- As 'missões' do canal, como aumentar inscritos e compartilhar publicações, foram consideradas por Floriano como mobilização de apoiadores sem ilegalidade por si só.
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TSE: Floriano barra suspensão do canal 'Exército do Lula' às vésperas da eleição
Em 23 de outubro de 2026, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu liminar em mandado de segurança preventivo da campanha de Lula e barrou uma eventual suspensão administrativa do canal 'Exército do Lula', no WhatsApp. A decisão vale até o plenário do TSE analisar o caso e fixa multa diária de R$ 50 mil à Meta em caso de descumprimento.
O que se sabe
- A liminar foi concedida em 23 de outubro de 2026 pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE.
- O canal 'Exército do Lula' foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e tem entre 9 milhões e quase 9,6 milhões de inscritos, segundo Folha e Agência Brasil.
- A decisão impede que a Presidência do TSE, comandada por Kassio Nunes Marques, suspenda ou restrinja o canal por via administrativa até que o plenário decida em processo judicial.
- A Meta, dona do WhatsApp, deve cumprir a ordem sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
- A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou ao menos oito frentes processuais e administrativas pedindo a derrubada do canal.
- Em 11 de outubro de 2026, Kassio Nunes Marques atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, decisão depois derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Vilas Bôas Cuêva.
- O corregedor apontou que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.
- Floriano considerou que as 'missões' do canal, como aumentar inscritos e compartilhar publicações, não têm ilegalidade por si só e consistem em mobilização de apoiadores.
O que ainda não se sabe
- Não há confirmação sobre a data e o horário exatos em que o plenário do TSE deve analisar o caso do canal.
- Não foi confirmado o teor completo do relatório técnico que a Meta foi chamada a apresentar sobre o funcionamento do canal.
- Não foi confirmado se o canal 'Exército do Lula' permanece ativo no momento da publicação das reportagens.
- Não há confirmação sobre eventuais recursos da campanha de Flávio Bolsonaro contra a liminar de Floriano.
- O material não informa o resultado da ação de investigação judicial eleitoral que tramita na Corregedoria do TSE sobre o canal.
O que cada lado diz
- Campanha de Lula (PT): Acusa Flávio Bolsonaro de promover litigância predatória ao abrir frentes judiciais repetitivas sobre o mesmo tema para forçar uma sanção às vésperas da votação. (Folha de S.Paulo)
- Campanha de Flávio Bolsonaro (PL): Acusa o canal de ações coordenadas para manipular buscas no Google e impulsionar publicações nas redes de forma artificial. (Folha de S.Paulo)
- Ministro Floriano de Azevedo Marques (TSE): Entendeu que uma nova suspensão com base apenas nas atribuições administrativas da Presidência configuraria desvio de finalidade e que a medida deve ser tomada em processo judicial. (G1)
- Presidência do TSE (Kassio Nunes Marques): Segundo interlocutores, afirmava se tratar de uma narrativa de blindagem e que todos estão submetidos à lei, além de pontuar que ainda não havia recebido informações da Meta sobre o tema. (Folha de S.Paulo)
Linha do tempo
- 11 de outubro de 2026: Kassio Nunes Marques atende à campanha de Flávio Bolsonaro e manda suspender o canal, sob o argumento de replicação de conteúdos considerados inverídicos pelo TSE.
- Data não confirmada, após 11 de outubro de 2026: O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derruba a decisão de Kassio e aponta que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.
- Data não confirmada: Nunes Marques volta a suspender o canal alegando vínculo com a campanha oficial por ser administrado por Janones, e depois libera o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.
- 22 de outubro de 2026: Despacho da Presidência do TSE deixa para depois a análise de pedidos relacionados ao canal.
- 23 de outubro de 2026: Floriano de Azevedo Marques concede liminar em mandado de segurança preventivo da campanha de Lula e barra suspensão administrativa do canal até o plenário decidir.
- 23 de outubro de 2026: Cúpula do TSE e ministros responsáveis por propaganda eleitoral se reúnem com representantes da Meta, do TikTok e do Kwai; Nunes Marques pede tratamento isonômico entre as candidaturas.
Próximos passos
- O plenário do TSE deve analisar o caso do canal 'Exército do Lula' em processo judicial, mas não há data confirmada para essa análise.
- A Meta foi chamada a apresentar relatório técnico sobre o funcionamento do canal, em prazo de 24 horas fixado anteriormente por Kassio Nunes Marques, mas não há confirmação de que essa exigência siga valendo após a liminar de Floriano.
- A campanha de Flávio Bolsonaro pode recorrer da liminar de Floriano, mas não há confirmação sobre eventuais recursos.
- A ação de investigação judicial eleitoral que tramita na Corregedoria do TSE sobre o canal segue em análise, sem resultado confirmado.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
O que o ministro do TSE decidiu sobre o canal 'Exército do Lula'?
O ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu liminar em 23 de outubro de 2026 para impedir que a Presidência do TSE suspenda ou restrinja o canal por via administrativa até que o plenário do tribunal decida em processo judicial. A Meta deve cumprir a ordem sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Kassio Nunes Marques ainda pode suspender o canal 'Exército do Lula'?
Segundo a decisão de Floriano, a Presidência do TSE deve se abster de usar sua competência administrativa para suspender, retirar ou restringir o canal até que o plenário se manifeste. O ministro entendeu que uma nova suspensão com base apenas nas atribuições administrativas configuraria desvio de finalidade.
O que são as 'missões' do canal 'Exército do Lula'?
São tarefas distribuídas pelo canal aos inscritos, como aumentar o número de inscritos, curtir e compartilhar publicações. Para Floriano, essas ações não têm ilegalidade por si só e consistem em mobilização de apoiadores.
Quantos inscritos tem o canal 'Exército do Lula'?
Segundo a Folha de S.Paulo, o canal alcançou 9 milhões de inscritos. A Agência Brasil cita quase 9,6 milhões de inscritos. Não há número oficial atualizado pelo TSE ou pela Meta.
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Fontes consultadas
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