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TSE estuda restringir canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição

Em desenvolvimento · atualizado às 14:32

Publicado em 3 min de leitura

Em poucas palavras

Uma minuta do TSE prevê restringir canais de WhatsApp de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas antes e 24 horas depois da eleição. O texto foi redigido pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça, e debatido em reuniões em 16 e 20 de outubro, segundo o Metrópoles. Ainda não há aprovação do plenário nem data de votação confirmada.

Celular com tela de aplicativo de mensagens sobre mesa de gabinete, ao lado de documento jurídico e martelo de madeira
Celular com tela de aplicativo de mensagens sobre mesa de gabinete, ao lado de documento jurídico e martelo de madeira

O que você precisa saber

  • A minuta do TSE mira canais de WhatsApp político-eleitorais com mais de 200 mil seguidores.
  • A janela prevista é de 48 horas antes a 24 horas depois da eleição.
  • O texto foi redigido por André Mendonça e debatido em 16 e 20 de outubro.
  • Nada foi aprovado: a proposta depende do plenário do TSE.
  • A discussão ocorre em meio à disputa de liminares envolvendo o canal Exército do Lula.

Em menos de 1 minuto

TSE quer restringir canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição

Uma minuta do TSE prevê restringir canais de WhatsApp de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas antes e 24 horas depois da eleição. O texto foi redigido pelo vice-presidente da Corte, André Mendonça, e debatido em reuniões em 16 e 20 de outubro, segundo o Metrópoles. Ainda não há aprovação do plenário nem data de votação confirmada.

O que se sabe

  • A minuta prevê restrição a canais de WhatsApp de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores entre 48 horas antes e 24 horas depois da eleição, segundo a Agência Brasil.
  • O documento foi elaborado pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, e discutido com o presidente Kassio Nunes Marques e outros integrantes da Corte, segundo o Metrópoles.
  • O tema foi debatido em reuniões na sexta-feira (16/10) e na terça-feira (20/10), segundo o Metrópoles.
  • A minuta não foi aprovada e depende de deliberação colegiada do Tribunal.
  • O texto cita a Resolução nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019, que seria alterada para dispor sobre a proteção reforçada da integridade do processo eleitoral no período crítico do pleito.
  • A proposta aplica aos canais com mais de 200 mil seguidores as mesmas restrições que já valem para conteúdo impulsionado de campanha.
  • Segundo nota do gabinete de Mendonça divulgada na quarta-feira (21/10), houve consenso entre os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto e os critérios em análise são objetivos e impessoais.
  • O canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones, chegou a 7 milhões de inscritos no WhatsApp, e o canal Tropa do Flávio soma 2 milhões, segundo a Agência Brasil.
  • O Exército do Lula foi retirado do ar pelo presidente do TSE após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, restabelecido pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva e depois liberado pelo presidente do TSE após o registro pela campanha oficial.

O que ainda não se sabe

  • Não há confirmação de data para votação da minuta pelo plenário do TSE.
  • Não está claro se a restrição valeria apenas para o segundo turno ou para pleitos futuros.
  • O texto não detalha como o TSE identificaria e fiscalizaria canais com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp.
  • Não foi confirmado se a medida atingiria outros aplicativos além do WhatsApp.
  • Não foi divulgado o teor completo da minuta nem quantos ministros já se posicionaram a favor ou contra.
  • Não há detalhamento sobre eventuais sanções pelo descumprimento da regra.

O que cada lado diz

  • André Mendonça, vice-presidente do TSE: Redigiu a minuta e afirma, em nota do gabinete, que os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem para todos os canais de grande alcance, qualquer que seja o candidato ou a orientação política (Metrópoles)
  • Kassio Nunes Marques, presidente do TSE: Participou das discussões sobre o texto e, no caso do Exército do Lula, suspendeu o canal por duas vezes, a segunda alegando vínculo com a campanha oficial sem registro no TSE (Agência Brasil)
  • Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-nacional da Justiça Eleitoral: Restabeleceu o Exército do Lula afirmando não haver elementos que justificassem a medida e que o presidente do TSE não poderia suspender o canal por via administrativa (Agência Brasil)
  • Campanha de Flávio Bolsonaro: Pediu a retirada do Exército do Lula do ar alegando disseminação de desinformação (Agência Brasil)

Linha do tempo

  • 18 de dezembro de 2019: Data da Resolução nº 23.610, citada na minuta como norma a ser alterada
  • Sexta-feira (16/10): Primeira reunião em que o tema foi debatido, segundo o Metrópoles
  • Terça-feira (20/10): Segunda reunião de discussão da minuta, segundo o Metrópoles
  • Quarta-feira (21/10): Gabinete de André Mendonça divulga nota à imprensa sobre o assunto
  • Domingo (25): Data do segundo turno da eleição citada pela Agência Brasil

Próximos passos

  • Aguardar eventual deliberação do plenário do TSE sobre a minuta.
  • Acompanhar se o Tribunal divulga o teor completo do texto e o calendário de votação.
  • Observar se a restrição, se aprovada, valeria apenas para o segundo turno ou para pleitos futuros.
  • Verificar se haverá definição sobre fiscalização, notificação e sanções a canais que descumprirem a regra.

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Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

A minuta do TSE já foi aprovada?

Não. Segundo o Metrópoles e a Agência Brasil, o texto ainda não foi aprovado e depende de deliberação colegiada do plenário do Tribunal. Não há data confirmada para votação.

Qual é o período exato de restrição previsto na minuta?

A minuta prevê restrição entre 48 horas antes da eleição e 24 horas depois, período que o texto descreve como o de maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado.

Quais canais seriam afetados pela proposta?

Canais de transmissão de natureza político-eleitoral no WhatsApp com mais de 200 mil seguidores. Segundo a Agência Brasil, o Exército do Lula tem 7 milhões de inscritos e o Tropa do Flávio, 2 milhões.

A restrição vale para todos os candidatos e partidos?

A nota do gabinete de André Mendonça afirma que os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Agência Brasil: TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da eleição
  2. Metrópoles: Ministros do TSE debateram restringir canais políticos 48h antes da eleição
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