Selic 13,75%: Banco Central surpreende e mantém juros; entenda a decisão
Em desenvolvimento · atualizado às 21:36
Em poucas palavras
O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano em decisão unânime de 4 de novembro de 2026, interrompendo cinco cortes consecutivos. O mercado esperava redução de 0,25 ponto. O BC citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, alta do dólar e conflitos no Oriente Médio. A decisão não trouxe pistas sobre os próximos passos.

O que você precisa saber
- A Selic foi mantida em 13,75% ao ano, surpreendendo o mercado que esperava corte de 0,25 ponto.
- O BC citou incertezas ampliadas, inflação acima da meta, El Niño, dólar alto e guerra no Oriente Médio.
- O IPCA-15 acumulado em 12 meses está em 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%.
- O Copom está desfalcado com mandatos vencidos de dois diretores.
- A decisão não deu pistas sobre os próximos passos da política monetária.
Em menos de 1 minuto
Banco Central surpreende e mantém Selic em 13,75% ao ano; entenda a decisão
O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano em decisão unânime de 4 de novembro de 2026, interrompendo cinco cortes consecutivos. O mercado esperava redução de 0,25 ponto. O BC citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, instabilidade cambial e conflitos no Oriente Médio. A decisão não trouxe pistas sobre os próximos passos.
O que se sabe
- O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano por unanimidade em 4 de novembro de 2026.
- A decisão interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos iniciada em abril de 2026.
- O mercado financeiro esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas parte das instituições apostava na manutenção.
- De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
- O BC citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, instabilidade cambial e conflitos no Oriente Médio.
- O IPCA-15 de outubro ficou em 0,32% e acumulou 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de 4,5%.
- O Copom está desfalcado porque os mandatos dos diretores Renato Gomes e Diego Guillen expiraram no fim de 2025.
- O Ibovespa fechou em alta de 1,2% e o dólar caiu no dia da decisão.
O que ainda não se sabe
- Não há detalhamento sobre quando o governo enviará ao Congresso as indicações dos novos diretores do BC.
- O material não informa a data da próxima reunião do Copom.
- Não foi confirmado o valor exato do IPCA cheio de setembro, que será divulgado pelo IBGE no dia 12.
- O material não traz a ata completa da reunião nem o voto de cada diretor.
- Não há simulações de impacto da Selic em 13,75% sobre parcelas de financiamento imobiliário, cartão de crédito ou crédito pessoal.
- Não foi confirmado o impacto fiscal exato das renúncias e benefícios tributários citados por Felipe Salto.
O que cada lado diz
- Banco Central (Copom): Manteve a Selic em 13,75% ao ano por unanimidade, citando incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, alta do dólar e conflitos no Oriente Médio. (Agência Brasil)
- Mercado financeiro: Esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas parte das instituições apostava na manutenção. (Agência Brasil)
- Felipe Salto, economista da Warren Investimentos: Afirmou que faltou espaço para novo corte e que ajustes fiscais ajudariam o BC a convergir para juros menores. (G1)
- Marcos Lisboa, da Gibraltar Consulting: Disse que a dívida pública cresceu 10 pontos do PIB e citou recuperações judiciais recordes de empresas e dificuldades no varejo, no sistema financeiro e no agronegócio. (G1)
Linha do tempo
- Junho de 2025 a março de 2026: Selic fica em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
- Abril de 2026: Começa sequência de cinco cortes consecutivos da Selic.
- Fim de setembro de 2026: BC divulga Relatório de Política Monetária com previsão de IPCA de 5,2% para 2026 e crescimento de 1,8%.
- 4 de novembro de 2026: Copom mantém Selic em 13,75% ao ano por unanimidade, interrompendo os cortes.
- 12 de novembro de 2026: IBGE divulgará o IPCA cheio de setembro.
Próximos passos
- Acompanhar a divulgação do IPCA cheio de setembro pelo IBGE no dia 12.
- Aguardar a ata da reunião do Copom para detalhes sobre a decisão.
- Observar as indicações de novos diretores para o BC pelo governo.
- Monitorar a próxima reunião do Copom, cuja data não foi informada.
- Verificar a evolução do dólar e dos conflitos no Oriente Médio.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
Por que o Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano?
Segundo a Agência Brasil, o Copom citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, alta do dólar e conflitos no Oriente Médio como motivos para a cautela.
O que muda no crédito com a Selic em 13,75%?
A Selic é a taxa básica de juros da economia. Quando ela fica alta, o crédito tende a ficar mais caro. Não há, no material disponível, simulações específicas de impacto sobre parcelas de financiamento imobiliário, cartão de crédito ou crédito pessoal.
A Selic vai cair na próxima reunião do Copom?
O comunicado do BC não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões. A data da próxima reunião também não foi informada no material.
Qual é a meta de inflação e por que o IPCA-15 está acima do teto?
A meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, de 1,5% a 4,5%. O IPCA-15 acumulado em 12 meses ficou em 4,62%, acima do teto, segundo a Agência Brasil.
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Fontes consultadas
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