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Eduardo Bolsonaro condenado por difamação contra Tabata Amaral: placar, pena e o que falta

Em desenvolvimento · atualizado às 00:41

Publicado em Atualizado em 5 min de leitura

Em poucas palavras

O STF condenou Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral em julgamento no plenário virtual encerrado em 25 de setembro de 2026. O placar foi de 7 votos a 3, com pena de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil, segundo o g1. O caso é a Ação Penal 1.053 e teve origem em publicações de outubro de 2021.

Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF, relator da Ação Penal 1.053
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF, relator da Ação Penal 1.053

O que você precisa saber

  • O STF condenou Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral por 7 votos a 3, segundo o g1.
  • A pena é de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil, segundo o g1.
  • Moraes foi o relator e votou pela condenação, afastando a imunidade parlamentar, segundo o g1.
  • André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques votaram pela absolvição, segundo o g1.
  • Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e teve o mandato cassado em dezembro, segundo o Metrópoles.

O STF condenou Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral em julgamento no plenário virtual encerrado em 25 de setembro de 2026. O placar foi de 7 votos a 3, com pena de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil, segundo o g1. O caso é a Ação Penal 1.053 e teve origem em publicações de outubro de 2021.

Atualização às 00:41

O dossiê novo da CNN Brasil acrescenta um detalhe central que não estava na nota: o nome do empresário citado por Eduardo Bolsonaro na postagem de 2021. Segundo a CNN, Eduardo acusou Tabata Amaral de beneficiar Jorge Paulo Lemann com o projeto de lei dos absorventes, dizendo que a campanha dela teria sido financiada por ele, ligado à P&G, fabricante de absorventes. Eduardo escreveu que Tabata parecia querer "atender ao lobby" de Lemann mais do que "realmente conseguir um benefício".

A CNN também registra a reação de Tabata após a decisão. Nas redes sociais, ela afirmou que "tem gente que vive de condenação atrás de condenação" e reforçou que a lei de distribuição gratuita de absorventes vigora desde 2024. Até a publicação da matéria, Eduardo Bolsonaro não havia se pronunciado sobre o caso, segundo a CNN.

Outro ponto novo é o enquadramento do crime: a CNN informa que a difamação prevê detenção de três meses a um ano, pena que pode ser revertida em alternativa. Moraes argumentou que a troca não seria possível porque Eduardo está autoexilado nos Estados Unidos desde o ano passado. A CNN também confirma que Tabata concorre à reeleição em outubro.

Correção: A nota atual diz que o julgamento no plenário virtual foi encerrado em 25 de setembro de 2026. O dossiê novo da CNN Brasil informa que o julgamento foi concluído nesta sexta-feira (26). A data exata do encerramento deve ser conferida na fonte.

Atualização às 23:46

O dossiê novo da Folha de S.Paulo detalha a pena fixada pelo STF contra Eduardo Bolsonaro: 39 dias-multa, com cada dia correspondendo a dois salários mínimos, além de um ano de detenção. A reportagem também descreve o conteúdo da publicação de 2021, na qual Eduardo afirmou que o projeto de Tabata Amaral sobre distribuição de absorventes íntimos parecia atender ao lobby de uma empresa de produtos de higiene, cujo dono seria mentor e patrocinador da deputada.

Segundo a Folha, o relator Alexandre de Moraes afirmou que nenhuma das informações publicadas era verdadeira e que Tabata jamais agiu para atender ao lobby de qualquer pessoa ou empresa. Moraes disse ainda que Eduardo se valeu de fake news para atacar a deputada, em descompasso com suas funções parlamentares, e que o ex-deputado está em local incerto e não sabido, o que impediria a troca da detenção por pena restritiva de direitos.

O que se sabe

  • O STF condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), segundo a CNN Brasil.
  • A pena inclui multa superior a R$ 80 mil e um ano de detenção, segundo a CNN Brasil.
  • O placar foi de 7 votos a 3 pela condenação, segundo a CNN Brasil.
  • Votaram pela condenação Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, segundo a CNN Brasil.
  • Votaram pela absolvição André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, segundo a CNN Brasil.
  • A sentença fixa 39 dias-multa, com cada dia no valor de dois salários mínimos, segundo a CNN Brasil.
  • O crime de difamação prevê detenção de três meses a um ano, que pode ser revertida em pena alternativa, segundo a CNN Brasil.
  • Moraes argumentou que a troca por pena alternativa não seria possível porque Eduardo está autoexilado nos Estados Unidos desde o ano passado, segundo a CNN Brasil.
  • A ação foi movida por Tabata em 2021 após postagem em que Eduardo a acusou de beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann com o projeto de lei dos absorventes, segundo a CNN Brasil.
  • Tabata comemorou a decisão nas redes sociais, afirmou que "tem gente que vive de condenação atrás de condenação" e reforçou que a lei de distribuição gratuita de absorventes vigora desde 2024, segundo a CNN Brasil.

O que ainda não se sabe

  • O que acontece na prática com a pena de um ano de detenção para alguém que está nos Estados Unidos.
  • Se a condenação pode levar à extradição ou à execução da pena no exterior.
  • Qual o valor exato da multa, já que há divergência entre fontes sobre o valor do dia-multa.
  • Se Eduardo Bolsonaro pode recorrer da condenação e quais os próximos passos processuais.
  • Quais os efeitos da condenação sobre os direitos políticos de Eduardo Bolsonaro.
  • Se a cassação do mandato pela Câmara, ocorrida por faltas às sessões, tem alguma relação com esta condenação.

O que cada lado diz

  • Alexandre de Moraes (relator): Entendeu que houve difamação, afastou a imunidade parlamentar e votou pela condenação. (g1)
  • André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques: Votaram pela absolvição por considerar as declarações parte do debate político e protegidas pela imunidade. (g1)
  • Defesa de Tabata Amaral: Sustentou que as manifestações ultrapassaram os limites da crítica política e atingiram a honra da deputada. (g1)
  • Defesa de Eduardo Bolsonaro: Argumentou que as declarações estavam inseridas no debate político e protegidas pela imunidade parlamentar. (g1)
  • Procuradoria-Geral da República: Manifestou-se pela condenação de Eduardo Bolsonaro. (Congresso em Foco)

Linha do tempo

  • Outubro de 2021: Publicações de Eduardo Bolsonaro que originaram a ação, segundo o Metrópoles.
  • Março de 2023: STF recebe a queixa-crime contra Eduardo Bolsonaro, segundo o STF.
  • Fevereiro de 2025: Eduardo Bolsonaro se muda para os Estados Unidos, segundo o Metrópoles.
  • 17 de abril de 2026: Moraes vota pela condenação, segundo o Brasil de Fato.
  • Abril de 2026: Julgamento é interrompido após pedido de vista de André Mendonça, segundo o Metrópoles.
  • 25 de setembro de 2026: Plenário virtual encerra julgamento com condenação por 7 a 3, segundo o g1.
  • Dezembro: Eduardo Bolsonaro tem o mandato cassado pela Câmara por faltas às sessões, segundo o Congresso em Foco.

Próximos passos

  • Definição sobre eventual recurso da defesa de Eduardo Bolsonaro.
  • Discussão sobre como a pena será cumprida com Eduardo nos Estados Unidos.
  • Eventual cobrança da multa já fixada em mais de R$ 80 mil.
  • Possíveis desdobramentos sobre direitos políticos de Eduardo Bolsonaro.
  • Acompanhamento de outros casos que citem o entendimento sobre imunidade parlamentar em redes sociais.

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Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF por difamação contra Tabata Amaral?

Sim. O STF condenou Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral em julgamento no plenário virtual encerrado em 25 de setembro de 2026, segundo o g1. O placar foi de 7 votos a 3.

Qual a pena aplicada a Eduardo Bolsonaro?

A pena definida é de um ano de detenção e multa de mais de R$ 80 mil, segundo o g1. O relator, Alexandre de Moraes, propôs um ano de detenção em regime aberto e 39 dias-multa, segundo o Congresso em Foco.

Por que Eduardo Bolsonaro foi condenado por difamação?

O caso teve origem em publicações de outubro de 2021 em que Eduardo associou o projeto de lei de Tabata sobre absorventes íntimos a um suposto lobby de Jorge Paulo Lemann, segundo o Metrópoles. Moraes entendeu que houve difamação e afastou a imunidade parlamentar, segundo o g1.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos?

Sim. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e se declara em autoexílio, segundo o Metrópoles. Ele obteve residência permanente no país e afirmou que só pretende retornar ao Brasil caso receba anistia, segundo o Metrópoles.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. STF condena Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral | G1
  2. STF recebe queixa-crime contra deputado Eduardo Bolsonaro por difamação | STF
  3. STF condena Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral | Metrópoles
  4. STF tem três votos para condenar Eduardo por difamação contra Tabata | Congresso em Foco
  5. Cármen vota por condenar Eduardo Bolsonaro por ofensas a Tabata Amaral | Migalhas
  6. Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação | Brasil de Fato
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