Pular para o conteúdo
Notícias em alta

Desenrola 3.0: como funciona o programa que quer renegociar R$ 150 bilhões em dívidas

Em alta · atualizado às 03:17

Publicado em 4 min de leitura

Em poucas palavras

O Desenrola 3.0 é a nova rodada do programa federal de renegociação de dívidas, anunciada em 25 de setembro de 2026. Nesta versão, a União compra carteiras de crédito diretamente dos bancos em leilão, com deságio de 90%, e repassa o desconto ao devedor. O foco são dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação, de até R$ 10 mil, com atraso de 2 a 4,5 anos.

Imagem ilustrativa sobre o Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas anunciado pelo governo federal
Imagem ilustrativa sobre o Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas anunciado pelo governo federal

O que você precisa saber

  • O Desenrola 3.0 foi anunciado em 25 de setembro de 2026 e prevê a compra de carteiras de crédito pela União com deságio de 90%.
  • O foco são dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação, de até R$ 10 mil, com atraso de 2 a 4,5 anos.
  • O governo estima R$ 300 bilhões em dívidas elegíveis e pretende alcançar R$ 150 bilhões, com desembolso de cerca de R$ 15 bilhões.
  • O leilão está previsto para novembro, com propostas dos bancos em dezembro e conclusão da aquisição em fevereiro.
  • A expectativa é alcançar até 15 milhões de pessoas, segundo a BBC News Brasil.

O Desenrola 3.0 é a nova rodada do programa federal de renegociação de dívidas, anunciada em 25 de setembro de 2026. Nesta versão, a União compra carteiras de crédito diretamente dos bancos em leilão, com deságio de 90%, e repassa o desconto ao devedor. O foco são dívidas de cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação, de até R$ 10 mil, com atraso de 2 a 4,5 anos contados a partir de 25 de setembro de 2026.

O que se sabe

  • O Desenrola 3.0 foi anunciado em 25 de setembro de 2026, em evento em São Paulo, com a presença do presidente Lula e de ministros, segundo o g1.
  • O governo estima R$ 300 bilhões em dívidas elegíveis e pretende alcançar 50% desse valor, ou R$ 150 bilhões, segundo o g1.
  • A União vai comprar carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%, com desembolso estimado de R$ 15 bilhões, segundo o g1.
  • Entram dívidas de até R$ 10 mil, com atraso de 2 a 4,5 anos contados a partir de 25 de setembro de 2026, nas modalidades cartão de crédito (rotativo e parcelado) e crédito pessoal sem consignação em folha, segundo o g1.
  • O leilão para compra das carteiras está previsto para novembro, com chamamento para os bancos entregarem propostas em dezembro, segundo o g1.
  • O desconto obtido pela União será repassado integralmente ao devedor, que poderá quitar a dívida à vista ou parcelar o saldo remanescente com juros, segundo o g1.
  • A expectativa do governo é alcançar até 15 milhões de pessoas, segundo a BBC News Brasil.
  • A estimativa é de que R$ 75 bilhões sejam efetivamente renegociados, considerando adesão parcial de credores e devedores, segundo a Folha de S.Paulo.
  • Nas duas primeiras fases do programa, o governo alcançou 25 milhões de pessoas: a primeira renegociou R$ 53 bilhões e a segunda movimentou R$ 22 bilhões, segundo a BBC News Brasil.

O que ainda não se sabe

  • O que acontece com a dívida comprada pelo governo: se será cobrada do devedor ou perdoada, ponto que o governo não explicou no anúncio.
  • Como o devedor vai saber se a dívida dele foi comprada e como será feita a cobrança ou a quitação na prática.
  • Se haverá limite de renda para participar e quais critérios adicionais o Ministério da Fazenda pode definir.
  • Qual será a taxa de juros aplicada no parcelamento do saldo remanescente.
  • Se o nome do devedor sai dos cadastros de inadimplentes, como Serasa e SPC, após a renegociação.
  • Se quem já renegociou nas edições anteriores pode participar novamente.

O que cada lado diz

  • Governo federal: Afirma que os descontos obtidos nos leilões serão repassados às famílias e que não haverá aumento de um real na despesa global, com remanejamento entre rubricas, segundo o g1. (g1)
  • Ministério do Planejamento e Orçamento: O ministro Bruno Moretti afirmou que os descontos obtidos nos leilões serão repassados às famílias e que não haverá aumento de um real na despesa global, com remanejamento entre rubricas, segundo o g1. (g1)
  • Instituições financeiras: Participam do leilão oferecendo descontos; ganha a instituição que oferecer o maior desconto, e o credor deve entregar a totalidade dos créditos elegíveis de cada devedor, sem seleção parcial, segundo o g1. (g1)

Linha do tempo

  • 25 de setembro de 2026: Governo anuncia o Desenrola 3.0 em evento em São Paulo, segundo o g1.
  • 4 de outubro: Primeiro turno das eleições, segundo o Poder360.
  • Novembro: Leilão para compra das carteiras está previsto para novembro, segundo o g1.
  • Dezembro: Chamamento para os bancos entregarem propostas, segundo o g1.
  • Fevereiro: Processo de aquisição das dívidas deve ser concluído, quando o valor restante poderá ser quitado à vista ou parcelado, segundo o g1.
  • Até 2028: Leilões poderão ser realizados em lotes e segmentados por natureza da dívida, bancária ou não bancária, segundo o g1.

Próximos passos

  • Acompanhar os detalhes da medida provisória que prevê que o Banco Central adote medidas regulatórias para evitar excessos na concessão de crédito.
  • Acompanhar o leilão previsto para novembro e o chamamento para os bancos entregarem propostas em dezembro.
  • Verificar se o Ministério da Fazenda vai definir critérios adicionais de renda e de priorização de devedores.
  • Observar o cronograma de conclusão da aquisição das dívidas em fevereiro.
  • Acompanhar os leilões de débitos de outros setores, como varejo e serviços básicos (água e luz), previstos posteriormente.

O assunto em poucos toques

Explore o resumo em formato visual.

Ver Web Story

Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Quem pode participar do Desenrola 3.0?

Segundo o g1, entram dívidas de até R$ 10 mil, com atraso de 2 a 4,5 anos contados a partir de 25 de setembro de 2026, nas modalidades cartão de crédito (rotativo e parcelado) e crédito pessoal sem consignação em folha. O Ministério da Fazenda pode definir critérios adicionais de renda e de priorização de devedores.

Como vai funcionar o leilão de carteiras do Desenrola 3.0?

Segundo o g1, a União vai comprar as carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Ganha o leilão a instituição que oferecer o maior desconto, e o credor deve entregar a totalidade dos créditos elegíveis de cada devedor, sem seleção parcial. O leilão está previsto para novembro, com chamamento para os bancos entregarem propostas em dezembro.

O devedor precisa procurar o banco ou fazer cadastro?

O governo não explicou no anúncio como o devedor vai saber se a dívida dele foi comprada e como será feita a cobrança ou a quitação na prática, segundo o g1. O desconto obtido pela União será repassado integralmente ao devedor, que poderá quitar a dívida à vista ou parcelar o saldo remanescente com juros.

O Desenrola 3.0 tem relação com a proibição das bets?

O Desenrola 3.0 foi anunciado junto com a proibição das bets no país, a nove dias do primeiro turno das eleições, segundo o g1 e o Poder360. Os apostadores têm até 5 de outubro para retirar o saldo das bets, e os sites saem do ar em 6 de outubro, segundo o g1.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Governo anuncia Desenrola 3.0 para renegociar R$ 150 bilhões em dívidas | G1
  2. Novo Desenrola: governo Lula planeja R$ 15 bi para comprar dívidas dos bancos e aliviar bolso das famílias | BBC News Brasil
  3. Lula anuncia Desenrola 3.0 às vésperas do 1º turno das eleições | Poder360
  4. Desenrola 3.0: veja como vai funcionar | Folha de S.Paulo
  5. Governo federal anuncia o Desenrola 3.0 para renegociar R$ 150 bilhões em dívidas | Rádio Pampa
Desenrola 3.0renegociação de dívidasgoverno federalcartão de créditocrédito pessoalleilão de carteirasbetseconomia

Continue explorando

Outras boas leituras

Mais em Notícias em alta