Valdemar Costa Neto admite plano de golpe e recua dois dias depois: o que se sabe
Em desenvolvimento · atualizado às 22:21
Em poucas palavras
Em 13 de setembro de 2025, no Rocas Festival, em Itu (SP), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que houve um planejamento de golpe no Brasil, mas que não se concretizou e, por isso, não seria crime. Dois dias depois, em 15 de setembro, ele recuou e disse ao blog da jornalista Andréia Sadi que nunca houve planejamento de golpe, alegando que sua fala foi mal interpretada e feita em tom condicional.

O que você precisa saber
- Valdemar Costa Neto admitiu planejamento de golpe em 13 de setembro de 2025, mas negou que fosse crime.
- Dois dias depois, recuou e disse que nunca houve planejamento, alegando má interpretação.
- A fala original gerou críticas de aliados bolsonaristas como Ricardo Salles e Fábio Wajngarten.
- Valdemar defendeu anistia e projetou 45 cadeiras para a direita no Senado em 2026.
- A condenação de Bolsonaro pelo STF a 27 anos e três meses foi citada como exagerada, mas deve ser respeitada.
Em 13 de setembro de 2025, no Rocas Festival, em Itu (SP), o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que houve um planejamento de golpe no Brasil, mas que não se concretizou e, por isso, não seria crime. Dois dias depois, em 15 de setembro, ele recuou e disse ao blog da jornalista Andréia Sadi que nunca houve planejamento de golpe, alegando que sua fala foi mal interpretada e feita em tom condicional.
O que se sabe
- Valdemar Costa Neto é presidente nacional do PL, partido de Jair Bolsonaro.
- Em 13 de setembro de 2025, em painel no Rocas Festival, em Itu (SP), Valdemar disse que houve um planejamento de golpe no Brasil.
- Valdemar afirmou que o planejamento nunca se concretizou e que, pela lei brasileira, planejar sem executar não configura crime, citando como exemplo um plano de assassinato não executado.
- Ele classificou os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 como bagunça e disse ser um absurdo o Supremo chamar aquilo de golpe.
- Valdemar considerou a decisão do STF sobre o núcleo crucial da trama golpista exagerada, mas afirmou que deve ser respeitada.
- Segundo Valdemar, o Supremo age porque tem apoio do governo Lula.
- Em 11 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, a maior pena entre os oito réus do núcleo central.
- Os condenados responderam por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
- Valdemar defendeu a anistia e projetou que a direita deve conquistar ao menos 45 cadeiras no Senado nas eleições de 2026.
- Em 15 de setembro de 2025, ao blog da jornalista Andréia Sadi, Valdemar afirmou que nunca houve planejamento de golpe e que sua fala original foi mal interpretada e feita em tom condicional, no campo do imaginário.
O que ainda não se sabe
- Não há detalhamento, nas fontes, do conteúdo da minuta citada por Valdemar nem de quem a redigiu.
- As fontes não explicam quais provas o STF usou para concluir que houve planejamento de golpe.
- Não está claro se Valdemar sofreu pressão formal do PL ou de Bolsonaro para recuar, nem quem participou dessa articulação.
- As fontes não informam se o PL mudou oficialmente de posição sobre a anistia após a polêmica.
- Não há explicação sobre o que Valdemar quis dizer com apoio do governo Lula ao STF, nem exemplos citados por ele.
- As fontes não esclarecem a diferença jurídica entre planejar e tentar golpe de Estado no direito brasileiro, além da menção genérica à lei.
O que cada lado diz
- Valdemar Costa Neto (PL): Disse que houve planejamento de golpe, mas que não se concretizou e não seria crime; depois recuou e negou planejamento. (Estadão e Congresso em Foco)
- Ricardo Salles (Novo-SP): Criticou a fala original: não foi por falta de aviso. (Congresso em Foco)
- Fábio Wajngarten (advogado de Bolsonaro): Disse que não é possível mais ouvirmos e nos calarmos, chega. (Congresso em Foco)
- Paulo Figueiredo (aliado de Eduardo Bolsonaro): Também criticou a declaração de Valdemar. (Congresso em Foco)
- Gilberto Kassab (PSD): Reiterou ser a favor da anistia. (Folha de S.Paulo)
Linha do tempo
- 11 de setembro de 2025: Primeira Turma do STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
- 12 de setembro de 2025: Reunião da bancada federal do PSD não inclui a proposta de anistia na pauta.
- 13 de setembro de 2025: Valdemar Costa Neto diz no Rocas Festival, em Itu (SP), que houve planejamento de golpe, mas nega crime.
- 15 de setembro de 2025: Valdemar recua e diz ao blog da jornalista Andréia Sadi que nunca houve planejamento de golpe.
Próximos passos
- Acompanhar se o PL vai se posicionar oficialmente sobre a fala de Valdemar e o recuo.
- Verificar se a pauta da anistia avança na Câmara ou no Senado.
- Observar se Valdemar voltará a comentar o assunto publicamente.
- Acompanhar se haverá desdobramentos jurídicos ou políticos após a declaração e o recuo.
- Acompanhar as articulações para as eleições de 2026 mencionadas por Valdemar.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
Valdemar Costa Neto admitiu que houve plano de golpe no fim do governo Bolsonaro?
Sim, em 13 de setembro de 2025, durante o Rocas Festival, em Itu (SP), Valdemar disse que houve um planejamento de golpe no Brasil, mas que não se concretizou e, por isso, não seria crime. Dois dias depois, ele recuou e negou que tenha havido planejamento.
Por que Valdemar recuou e negou o planejamento de golpe dois dias depois?
Segundo o Congresso em Foco, após reação negativa de aliados bolsonaristas, Valdemar disse ao blog da jornalista Andréia Sadi que sua fala foi mal interpretada e feita em tom condicional, no campo do imaginário.
Qual foi a reação de aliados de Bolsonaro à fala de Valdemar?
O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) disse que não foi por falta de aviso. Fábio Wajngarten, advogado de Bolsonaro, afirmou que não é possível mais ouvirmos e nos calarmos, chega. Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, também criticou.
O que Valdemar disse sobre a anistia aos condenados pela trama golpista?
Valdemar defendeu a anistia e negou que o PL tenha desistido da pauta, dizendo que o partido seguirá até o fim na defesa de Jair Bolsonaro.
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Fontes consultadas
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