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Por que a NASA vai investigar buraco na Lua: projeto GIMLI

Publicado em 8 min de leitura

Em poucas palavras

A NASA vai investigar o buraco na Lua para saber se o poço Marius Hills Pit é só uma cratera de colapso ou a entrada de uma caverna ou tubo de lava. O projeto GIMLI, liderado pelo Planetary Science Institute, fará a primeira investigação direta no solo, com radar, sondas sísmicas, gravímetro e câmeras.

Poço Marius Hills na superfície lunar, abertura circular escura cercada por terreno vulcânico cinzento e camadas de regolito
Poço Marius Hills na superfície lunar, abertura circular escura cercada por terreno vulcânico cinzento e camadas de regolito

O que você precisa saber

  • O GIMLI será a primeira investigação direta no solo do poço Marius Hills Pit, hoje estudado apenas da órbita.
  • A missão vai usar radar de penetração no solo, sondas sísmicas, gravímetro e câmeras em um veículo robótico.
  • As dimensões do MHP divergem entre fontes públicas, com profundidade entre cerca de 34 e 46 metros.
  • Cavernas lunares podem oferecer proteção contra radiação e temperaturas mais estáveis, com áreas em torno de 17 °C.
  • Data de lançamento, empresa do CLPS e custo total do GIMLI ainda não foram confirmados.

A NASA vai investigar o buraco na Lua para descobrir se ele é apenas uma cratera de colapso ou a entrada de uma caverna ou tubo de lava. O alvo é o poço Marius Hills Pit (MHP), que até hoje só foi observado da órbita lunar. A missão escolhida para essa investigação direta no solo do poço se chama GIMLI, sigla de Geophysical Instruments for Marius Lunar pit Investigation, liderada pelo Planetary Science Institute (PSI).

O projeto foi uma das três novas investigações científicas anunciadas pela NASA em setembro de 2026. A pergunta central é simples de formular e difícil de responder sem ir até lá: aquela abertura no solo esconde um vazio subterrâneo formado por atividade vulcânica antiga?

Por que a NASA vai investigar o buraco na Lua?

A NASA quer saber se o Marius Hills Pit é apenas uma cratera de colapso ou a entrada de uma caverna ou tubo de lava formado por atividade vulcânica antiga. Até agora, o MHP foi estudado somente por observações feitas a partir da órbita lunar. O GIMLI propõe uma investigação direta no solo do poço.

O interesse não é só geológico. Uma cavidade subterrânea poderia oferecer proteção natural contra radiação solar e cósmica e temperaturas mais controladas, algo relevante para uma futura presença humana de longo prazo na Lua. A superfície lunar praticamente não tem atmosfera, o que deixa tudo exposto a radiação e a variações extremas de temperatura. Esse tipo de pesquisa espacial anda lado a lado com outras frentes de observação do universo, como o telescópio da NASA que vai caçar ondas no espaço-tempo.

Mesmo sem encontrar caverna, a missão pode revelar como o MHP se formou e detalhes da geologia vulcânica da região de Marius Hills.

O que é o Marius Hills Pit e onde ele fica

O Marius Hills Pit é um poço fotografado pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA. Ele fica na região de Marius Hills, descrita como uma das mais vulcanicamente variadas da Lua, com camadas expostas de regolito e antigos fluxos de lava.

A região preserva sinais de uma longa história vulcânica, o que ajuda a explicar o interesse científico pelo poço. O MHP é o alvo escolhido para a investigação direta do projeto GIMLI.

Qual a profundidade e a largura do buraco na Lua?

As fontes públicas divergem sobre as dimensões do Marius Hills Pit. A tabela abaixo reúne os números citados por cada veículo.

Medida Olhar Digital Diário do Pará
Profundidade até 150 pés (cerca de 46 metros) aproximadamente 34 metros
Largura 300 pés (cerca de 91 metros) entre 65 e 90 metros

A divergência indica que as estimativas ainda não são consensuais. Não há confirmação de qual número a NASA adota oficialmente.

O que é o projeto GIMLI da NASA?

GIMLI é a sigla de Geophysical Instruments for Marius Lunar pit Investigation, projeto selecionado pela NASA para estudar o MHP diretamente no solo lunar. A condução é do Planetary Science Institute (PSI).

  • Than Putzig, cientista sênior e diretor associado do PSI, lidera o projeto.
  • Gareth Morgan, também cientista sênior do PSI, é vice-investigador principal.
  • A maior parte dos instrumentos será construída pela Honeybee Robotics, empresa da Blue Origin.
  • O PSI trabalha em parceria com a Agência Espacial Norueguesa.
  • O financiamento vem do programa Payloads and Research Investigations on the Surface of the Moon (PRISM), da NASA.
  • A espaçonave será fornecida por uma empresa privada no âmbito da iniciativa Commercial Lunar Payload Services (CLPS).

Quais instrumentos serão usados na missão GIMLI?

A missão vai usar um veículo robótico equipado com radar de penetração no solo, sondas sísmicas, gravímetro e câmeras. A espaçonave será fornecida por uma empresa privada no âmbito da iniciativa Commercial Lunar Payload Services (CLPS).

  • Radar de penetração no solo, para sondar o que existe abaixo da abertura.
  • Sondas sísmicas, para registrar como as vibrações se propagam pelo terreno.
  • Gravímetro, para medir variações de gravidade que podem indicar vazios subterrâneos.
  • Câmeras, para imagear o poço e o entorno.

Não há detalhes públicos sobre a profundidade máxima que o radar de penetração no solo consegue alcançar.

O que são tubos de lava e como eles se formam?

Tubos de lava surgem quando a superfície de um fluxo de lava esfria e endurece enquanto material líquido continua se deslocando por baixo. Esse movimento deixa um espaço vazio, que pode formar cavernas alongadas. O mesmo tipo de força geológica, em escala muito maior, é o que move a separação do continente africano, que está mais avançada do que se pensava.

Na Lua, esse processo está ligado ao vulcanismo antigo, e Marius Hills preserva marcas dessa atividade. A pergunta central do GIMLI é se o MHP é a entrada de uma estrutura assim.

Cavernas na Lua podem abrigar astronautas?

Podem oferecer proteção contra radiação e temperaturas mais estáveis, mas o uso por astronautas ainda depende de estudos sobre segurança, acesso e estabilidade. Não há confirmação de que alguma caverna lunar já esteja apta a receber pessoas.

O contraste térmico ajuda a entender o interesse. Na superfície lunar, as temperaturas podem chegar a aproximadamente 127 °C durante o dia lunar e cair para cerca de -173 °C durante a noite, segundo o Diário do Pará. Pesquisas financiadas pela NASA indicaram que algumas áreas dentro de poços lunares podem permanecer em torno de 17 °C.

A diferença entre a superfície e o interior de uma cavidade é relevante para equipamentos e para astronautas, que ficariam menos expostos a radiação solar e cósmica.

A possível utilização dessas cavernas por astronautas dependeria de estudos adicionais sobre segurança, acesso e estabilidade das estruturas.

Já foram encontradas cavernas na Lua?

Sim, há um precedente fora de Marius Hills. Em 2024, pesquisadores reanalisaram dados de radar da LRO e encontraram evidências de uma caverna sob um poço na região do Mare Tranquillitatis. A estrutura detectada tem pelo menos 61 metros de extensão a partir da base do poço, segundo o Diário do Pará.

Esse achado serve de referência para a investigação do MHP, que fica em outra região. Não foi confirmado se a caverna do Mare Tranquillitatis será alvo de investigação futura.

O que a missão pode revelar mesmo sem encontrar uma caverna?

O GIMLI pode mostrar como o MHP se formou e trazer detalhes da geologia vulcânica de Marius Hills e das camadas de regolito expostas. As dimensões do poço, hoje divergentes entre fontes públicas, ainda não têm um número oficial confirmado pela NASA.

Não está definido se os resultados do GIMLI influenciarão diretamente a escolha de locais para futuras bases lunares.

O que ainda não foi confirmado pela NASA

Vários pontos centrais da missão seguem em aberto. A NASA não confirmou:

  • Data de lançamento da missão GIMLI e prazo para chegada à Lua.
  • Qual empresa privada fornecerá a espaçonave via CLPS.
  • Custo total do projeto.
  • Cronograma de operações do rover na superfície lunar.
  • Profundidade máxima de alcance do radar de penetração no solo.
  • Como os dados serão processados e em quanto tempo os resultados serão divulgados.
  • Se o GIMLI será apenas robótico ou parte de uma missão tripulada.
  • Como a NASA pretende lidar com a poeira lunar durante as operações do rover.

Linha do tempo das publicações sobre o GIMLI

  1. Acompanhe o anúncio inicial: em setembro de 2026, a NASA anuncia três novas investigações científicas, e o GIMLI é uma delas.
  2. Veja o comunicado do PSI: em 1º de outubro de 2026, o Planetary Science Institute publica detalhes sobre o projeto.
  3. Consulte a repercussão internacional: em 5 de outubro de 2026, o ScienceDaily noticia o GIMLI.
  4. Leia a matéria da Exame: em 7 de outubro de 2026, o veículo publica reportagem sobre a caverna misteriosa investigada pela NASA.
  5. Confira a cobertura do Olhar Digital: em 12 de outubro de 2026, o site publica a reportagem sobre o buraco na Lua que pode levar a uma caverna.

Como decidir o que acompanhar daqui para frente

Se você quer entender o que a NASA vai encontrar no Marius Hills Pit, acompanhe três coisas: o anúncio da empresa CLPS escolhida, a definição da data de lançamento e a publicação dos primeiros dados do radar de penetração no solo.

Esses três elementos definem quando a missão sai, quem a leva e o que ela efetivamente consegue enxergar abaixo da abertura. Enquanto isso, o que existe é o que já foi observado da órbita e a hipótese de que o MHP seja a entrada de uma caverna ou tubo de lava. A confirmação só virá do solo.

Enquanto o GIMLI não chega lá, o noticiário segue dominado por outros assuntos que também geram dúvida na hora de checar os fatos, como as doações de Musk a grupos republicanos reveladas pelo NYT e o caso do jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., barrado na Argentina e com residência perdida no governo Milei. São temas diferentes, mas todos passam pela mesma pergunta: o que foi confirmado de fato e o que ainda é só hipótese.

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Perguntas frequentes

Por que a NASA vai investigar o buraco na Lua?

Para verificar se o Marius Hills Pit se conecta a uma caverna ou tubo de lava. Até agora o poço só foi observado da órbita, e a missão GIMLI fará a primeira investigação direta no solo, com radar, sondas sísmicas, gravímetro e câmeras.

O que é o projeto GIMLI da NASA?

É o Geophysical Instruments for Marius Lunar pit Investigation, liderado pelo Planetary Science Institute, com financiamento do programa PRISM e entrega da espaçonave via CLPS. Than Putzig é o líder, Gareth Morgan é vice-investigador principal e a Honeybee Robotics constrói a maior parte dos instrumentos.

O buraco na Lua pode levar a uma caverna?

É exatamente essa a hipótese investigada. O MHP pode ser uma cratera de colapso sobre um tubo de lava formado por atividade vulcânica antiga, mas isso ainda não foi confirmado. A resposta só deve vir com a investigação no solo.

Quais instrumentos serão usados na missão GIMLI?

Radar de penetração no solo, sondas sísmicas, gravímetro e câmeras, a bordo de um veículo robótico. A maior parte dos instrumentos será construída pela Honeybee Robotics. Não há detalhes públicos sobre o alcance máximo do radar.

Qual a profundidade e a largura do buraco na Lua?

As fontes divergem. O Olhar Digital cita até 46 metros de profundidade e 91 metros de largura. O Diário do Pará cita cerca de 34 metros de profundidade e largura entre 65 e 90 metros. Não há confirmação de qual número a NASA adota.

Quando a missão GIMLI será lançada?

A data de lançamento não foi confirmada. Também não há prazo público para a chegada da missão à Lua, nem definição de qual empresa privada vai fornecer a espaçonave via CLPS.

Cavernas na Lua podem abrigar astronautas?

Podem oferecer proteção contra radiação e temperaturas mais estáveis, com algumas áreas dentro de poços em torno de 17 °C. O uso por astronautas dependeria de estudos adicionais sobre segurança, acesso e estabilidade.

Já foram encontradas cavernas na Lua?

Em 2024, pesquisadores reanalisaram dados de radar da LRO e encontraram evidências de uma caverna sob um poço no Mare Tranquillitatis, com pelo menos 61 metros de extensão a partir da base. O achado serve de referência para a investigação do MHP.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Olhar Digital: NASA vai investigar buraco na Lua que pode levar a uma caverna
  2. ScienceDaily: This mysterious hole on the Moon may open into a giant cave
  3. Exame: O que a Lua esconde sob a superfície? Nasa investiga caverna misteriosa
  4. Diário do Pará: NASA prepara missão para investigar caverna escondida sob a superfície da Lua
  5. CNN Brasil: A superfície da Lua sofreu um violento encontro com um cometa ou um asteroide
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