MPT processa Meta em R$ 50 milhões por posts de assédio eleitoral
Em desenvolvimento · atualizado às 13:31
Em poucas palavras
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Meta em 29 de outubro de 2026, pedindo R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos e remoção em 24 horas de publicações que estimulam assédio eleitoral. A multa pedida é de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar. Ainda não há decisão sobre o caso.

O que você precisa saber
- O MPT pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos e multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar.
- A ação quer remoção de publicações de assédio eleitoral em até 24 horas e notificação aos perfis responsáveis.
- O MPT quer que a Meta exiba aviso a todos os usuários brasileiros e adote política permanente de prevenção.
- Ainda não há decisão judicial sobre o caso nem posicionamento público da Meta.
- Denúncias de assédio eleitoral podem ser feitas no site mpt.mp.br, com opção de sigilo.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Meta em 29 de outubro de 2026, pedindo R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos e remoção em 24 horas de publicações que estimulam assédio eleitoral. A multa pedida é de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar. Ainda não há decisão sobre o caso.
Atualização às 13:31
A CNN Brasil confirmou que o MPT pede a remoção de publicações que incentivem vigilância, exposição e demissão de funcionários por posicionamento político divergente após o segundo turno das Eleições 2026. A ação foi ajuizada na quinta-feira (29), mesmo dia em que o órgão registrou cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral até as 12h, pouco mais de três dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O MPT afirma que a Meta permitiu a publicação e o compartilhamento de conteúdos ilegais durante dias e ampliou o alcance ao recomendá-los pela aba Explorar e pelo Reels. A CNN Brasil procurou a Meta e não obteve retorno até a publicação da reportagem, o que mantém em aberto o posicionamento oficial da empresa.
A lista de empresas citadas na ação inclui Instagram, Facebook e WhatsApp. A nota anterior mencionava Threads; a cobertura da CNN Brasil cita WhatsApp entre as plataformas da Meta no contexto da ação.
Correção: A nota anterior citava o Threads entre as plataformas da Meta; a cobertura da CNN Brasil cita Instagram, Facebook e WhatsApp.
O que se sabe
- O MPT ajuizou ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta na quinta-feira (29).
- A Meta é dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp.
- O MPT pede R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.
- O órgão pede remoção, em até 24 horas, de publicações que incentivem vigilância, exposição e demissão de funcionários por posicionamento político divergente.
- A multa pedida é de R$ 500 mil por conteúdo de assédio eleitoral mantido no ar.
- O MPT quer que a Meta exiba aviso dizendo que não compactua com manifestações que incentivem discriminação, retaliação ou punição de empregados por orientação política.
- O órgão pede notificação aos perfis responsáveis e suspensão de 30 dias para quem voltar a publicar manifestações relacionadas.
- A ação pede política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, mudança nas regras de uso, reforço da moderação em períodos eleitorais e prestação de contas periódica à Justiça.
- A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, e pelos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim.
- Segundo o MPT, quatro publicações de um único perfil com selo de verificação e 3,8 milhões de seguidores somavam mais de 2 milhões de curtidas; o órgão registrou cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral até as 12h de quinta-feira (29).
O que ainda não se sabe
- Não há informação sobre data de julgamento ou análise do pedido de liminar pela Justiça do Trabalho.
- Não foi confirmado se a Meta foi notificada oficialmente ou se apresentou defesa.
- Não há posicionamento público da Meta sobre a ação.
- Não há detalhamento de quais perfis ou publicações específicas são alvo do pedido de remoção.
- Não foi informado se a ação contra a Meta tem relação com a ação contra a deputada Índia Armelau.
- Não há informação sobre prazo para a Meta alterar regras de uso ou criar política permanente de prevenção.
O que o MPT alega
- MPT: Alega que os sistemas de recomendação da Meta ampliam o alcance de conteúdos que geram mais engajamento e que, se a plataforma não emprega sistemas automatizados para identificar incitação à discriminação de trabalhadores por convicção política, é por escolha, e não por impossibilidade técnica. (https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/10/29/mpt-processa-meta-em-r-50-milhoes-e-quer-remocao-imediata-de-conteudos-de-assedio-eleitoral.ghtml)
- Meta: Não há posicionamento público da Meta sobre a ação. (https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/10/29/mpt-processa-meta-em-r-50-milhoes-e-quer-remocao-imediata-de-conteudos-de-assedio-eleitoral.ghtml)
Linha do tempo
- 25 de outubro de 2026: Segundo turno das eleições. Após essa data, perfis nas plataformas passaram a publicar mensagens dirigidas a empregadores.
- 26 a 29 de outubro de 2026: No intervalo entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h de 29 de outubro, o MPT registrou 1.459 denúncias de assédio eleitoral.
- 29 de outubro de 2026: O MPT ajuíza ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta.
Próximos passos
- Ainda não há data de julgamento nem informação sobre análise do pedido de liminar pela Justiça do Trabalho.
- Não foi confirmado se a Meta foi notificada oficialmente ou se apresentou defesa.
- Não há posicionamento público da Meta sobre a ação.
- Não há detalhamento de quais perfis ou publicações específicas são alvo do pedido de remoção.
- Não há informação sobre prazo para a Meta alterar regras de uso ou criar política permanente de prevenção.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
O que o MPT pede na ação contra a Meta?
O MPT pede a remoção em 24 horas de publicações que estimulam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por causa do voto. Também requer R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos, multa de R$ 500 mil por conteúdo mantido no ar, aviso a todos os usuários brasileiros, notificação aos perfis responsáveis, suspensão de 30 dias para reincidentes e política permanente de prevenção ao assédio eleitoral.
Qual o prazo para a Meta remover os posts de assédio eleitoral?
O MPT pede que a remoção ocorra em até 24 horas após a notificação. Ainda não há decisão judicial sobre esse prazo.
O que é assédio eleitoral?
Assédio eleitoral é a prática de constranger, ameaçar ou discriminar alguém por causa de sua orientação política, especialmente no ambiente de trabalho. No caso citado pelo MPT, envolve mensagens que estimulam empresários a punir funcionários por causa do voto.
Como denunciar assédio eleitoral ao MPT?
A denúncia pode ser feita no site mpt.mp.br, com opção de sigilo de identidade e denúncia anônima.
Para ir à origem
Fontes consultadas
Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.
- G1: MPT processa Meta em R$ 50 milhões e quer remoção imediata de conteúdos de assédio eleitoral
- Metrópoles: MPT processa a Meta em R$ 50 milhões por posts de assédio eleitoral
- TV Brasil: MPT recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral no segundo turno
- CUT: MPT recebe 437 denúncias de assédio após eleições; órgão processa deputada do PL
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