Senival Moura é preso de novo: o que se sabe sobre o caso do vereador e a Transunião
Em desenvolvimento · atualizado às 08:52
Em poucas palavras
O vereador licenciado do PT Senival Moura foi preso novamente pela Polícia Civil de São Paulo em 28 de outubro, segundo o g1 e a CNN Brasil. A suspeita é de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no transporte público. Ele já havia sido preso em 25 de junho, na Operação Última Parada, e estava solto desde 5 de agosto por decisão do TJ-SP.

O que você precisa saber
- Senival Moura foi preso novamente em 28 de outubro por suspeita de ligação com esquema do PCC no transporte público, segundo o g1 e a CNN Brasil.
- Ele já havia sido preso em junho na Operação Última Parada e solto em agosto por decisão do TJ-SP sobre o prazo da prisão temporária.
- A nova fase atinge sete pessoas ligadas à Transunião, empresa que opera 50 linhas na Zona Leste e recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos em 2025, segundo a CNN Brasil.
- A defesa nega que ele exerça função de gestão na empresa há mais de seis anos; a Prefeitura diz que as linhas não serão prejudicadas.
O vereador licenciado do PT Senival Moura foi preso novamente pela Polícia Civil de São Paulo em 28 de outubro, segundo o g1 e a CNN Brasil. A suspeita é de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no transporte público. Ele já havia sido preso em 25 de junho, na Operação Última Parada, e estava solto desde 5 de agosto por decisão do TJ-SP.
O que se sabe
- Senival Moura é vereador licenciado do PT na Câmara Municipal de São Paulo e pediu afastamento da legenda após a primeira prisão.
- A nova prisão ocorreu na manhã de 28 de outubro, segundo o g1 e a CNN Brasil, por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no transporte público.
- A primeira prisão foi em 25 de junho, na Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
- Ele estava solto desde 5 de agosto, quando a desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do TJ-SP, entendeu que o prazo da prisão temporária deveria ser de 5 dias, e não de 30.
- O Ministério Público recorreu e o TJ-SP decretou novamente a prisão do vereador e de outras seis pessoas ligadas à Transunião.
- Os mandados são cumpridos pelo DEIC em conjunto com o GAECO do Ministério Público de São Paulo.
- A Transunião opera 50 linhas de ônibus na Zona Leste da capital, segundo O Globo, e recebeu mais de R$ 300 milhões em recursos públicos apenas em 2025, segundo a CNN Brasil.
- O inquérito foi concluído antes da eleição e 21 pessoas foram denunciadas à Justiça paulista; o MP pediu a prisão dos sete principais envolvidos, mas o período eleitoral vedava prisões que não fossem em flagrante.
O que ainda não se sabe
- Não há informação confirmada sobre o local exato da nova prisão nem sobre as condições da detenção.
- Não foi confirmado se a defesa do vereador se manifestou após a nova prisão; o g1 não conseguiu contato e a CNN buscava mais informações.
- Não está claro qual foi o fundamento jurídico específico usado pelo TJ-SP ao decretar novamente as prisões em outubro.
- Não há confirmação sobre o status atual das buscas por Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins.
- Não foi informado se Senival segue licenciado do mandato ou se há processo de cassação em curso na Câmara Municipal.
- Não foi confirmado se a intervenção municipal na Transunião foi efetivamente decretada após a nova prisão.
O que cada lado diz
- Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo: Apontam Senival como um dos donos de fato da Transunião, com poder sobre a movimentação de recursos, segundo o inquérito citado pelo g1 e por O Globo. (g1 e O Globo)
- Defesa de Senival Moura: Afirmou ter recebido com profunda indignação a decretação da prisão temporária e disse que ele não exerce função de gestão, direção ou ingerência na empresa há mais de seis anos. (g1)
- Senival Moura: Em agosto, publicou vídeo na tribuna do plenário da Câmara Municipal dizendo que havia deixado a prisão e que era inocente. (g1)
- Prefeitura de São Paulo: Afirmou que as linhas não serão prejudicadas e que irá decretar intervenção na concessionária, nos moldes do que foi feito com a Transwolff e a Upbus em 2024. (g1)
Linha do tempo
- Agosto de 2019: Segundo a investigação, Leonel Moreira Martins teria mandado Adauto Soares Jorge depositar R$ 53 mil e dito que já havia falado com o vereador.
- Março de 2020: Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, é morto a tiros no estacionamento de uma padaria em Lajeado, Zona Leste de São Paulo.
- 2024: A Operação Fim da Linha mostra elo entre as empresas Upbus e Transwolff e integrantes da organização criminosa.
- 25 de junho: Operação Última Parada prende Senival Moura e outras pessoas ligadas à Transunião.
- 5 de agosto: Desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do TJ-SP, determina a soltura de Senival.
- 28 de outubro: Polícia Civil prende novamente Senival e outras pessoas após recurso do Ministério Público aceito pelo TJ-SP.
Próximos passos
- Acompanhar a manifestação da defesa de Senival Moura após a nova prisão.
- Verificar se a Prefeitura de São Paulo confirma a intervenção na Transunião.
- Acompanhar as buscas por Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins, que seguem procurados.
- Aguardar os desdobramentos do processo contra as 21 pessoas denunciadas à Justiça paulista.
- Verificar a situação do mandato de Senival na Câmara Municipal de São Paulo.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
Por que Senival Moura foi solto em agosto?
A desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do TJ-SP, entendeu que o prazo da prisão temporária deveria ser de 5 dias, e não de 30 dias, segundo o g1. O Ministério Público recorreu e o TJ-SP decretou novamente a prisão em outubro.
Qual é a ligação do vereador com a Transunião?
Segundo o inquérito citado pelo g1 e por O Globo, Senival funcionava na prática como um dos donos da empresa e tinha poder sobre a movimentação de recursos. O nome dele aparecia em planilhas como responsável pela frota em ao menos 13 ônibus. A defesa diz que ele não exerce função de gestão há mais de seis anos.
O que acontece com as linhas de ônibus da Transunião?
A Prefeitura de São Paulo afirmou, segundo o g1, que as linhas não serão prejudicadas e que irá decretar intervenção na concessionária, nos moldes do que foi feito com a Transwolff e a Upbus em 2024. Não há confirmação de que a intervenção já tenha sido efetivada.
Quem são os outros investigados presos na nova fase?
Os sete mandados incluem Senival Pereira de Moura, Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza, todos presos, além de Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins, procurados, segundo o g1.
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Fontes consultadas
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