MP Eleitoral pede ao TSE que barre candidatura de Márcio Canella por suspeita de elo com milícias
Em desenvolvimento · atualizado às 12:12
Em poucas palavras
O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE, em manifestação publicada em 23 de outubro, que impeça a candidatura de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito no Rio. O parecer cita suspeitas de ligação com milícias e o Comando Vermelho. Canella está preso desde 15 de outubro, alvo da Operação Unha e Carne, da PF.
O que você precisa saber
- O MP Eleitoral quer que o TSE derrube a candidatura de Márcio Canella, eleito deputado estadual no Rio pelo União Brasil.
- O parecer cita suspeitas de ligação com milícias e com o Comando Vermelho e se apoia no artigo 17 da Constituição.
- Canella está preso desde 15 de outubro por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro investigado pela PF.
- O TRE-RJ havia liberado a candidatura sem acesso às provas do inquérito do STF.
- Ainda não há data para o TSE julgar o pedido.
Em menos de 1 minuto
MP Eleitoral pede ao TSE que barre candidatura de Márcio Canella
O Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE, em manifestação publicada em 23 de outubro, que impeça a candidatura de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito no Rio. O parecer cita suspeitas de ligação com milícias e o Comando Vermelho. Canella está preso desde 15 de outubro, alvo da Operação Unha e Carne, da PF.
O que se sabe
- O MP Eleitoral pediu ao TSE que impeça a candidatura de Márcio Canella, deputado estadual eleito no Rio de Janeiro pelo União Brasil, segundo a CNN Brasil.
- A manifestação foi publicada em 23 de outubro e é assinada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa.
- O parecer aponta suspeitas de ligação de Canella com milícias e outras organizações criminosas, incluindo o Comando Vermelho (CV).
- Canella foi preso em 15 de outubro, na oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.
- Segundo o Metrópoles, a investigação apura movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
- A CNN Brasil cita uma rede de 96 postos de gasolina usada como plataforma de lavagem e 112 empresas com atividades econômicas suspensas por decisão judicial.
- O TRE-RJ havia liberado a candidatura de Canella antes de ter acesso às provas do inquérito, que tramita no STF e teve o sigilo retirado neste mês.
- Canella já havia sido preso em julho, na sexta fase da operação, quando a PF apreendeu R$ 919 mil em dinheiro vivo em endereços ligados a ele e encontrou um fuzil de uso restrito em seu veículo.
- Nas eleições deste ano, Canella recebeu 197.178 votos e foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, segundo o Metrópoles.
O que ainda não se sabe
- Não há informação sobre a data de julgamento do pedido no TSE nem sobre prazo de decisão.
- Não está claro se Canella já tomou posse como deputado estadual eleito ou qual é sua situação atual de mandato.
- Não há detalhamento sobre a defesa de Canella nem sobre manifestação dele a respeito do parecer.
- Não foi confirmado se o TRE-RJ ou o TSE já se pronunciaram formalmente após o pedido do MPE.
- Não há informação sobre o número do processo no TSE nem sobre o relator do caso.
O que cada lado diz
- Ministério Público Eleitoral: Defende que o TSE reforme a decisão do TRE-RJ e impeça a candidatura, com base no artigo 17 da Constituição, que proíbe influência de organizações paramilitares nos partidos. (Metrópoles e CNN Brasil)
- Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro: Havia liberado a candidatura de Canella antes de ter acesso às provas do inquérito que tramita no STF. (Metrópoles e CNN Brasil)
- Polícia Federal: Investiga lavagem de dinheiro por meio de rede de postos de combustíveis na Operação Unha e Carne e aponta possível ligação entre a gestão de Canella e a cúpula do CV. (Metrópoles e CNN Brasil)
Linha do tempo
- Julho: Canella é preso na sexta fase da Operação Unha e Carne; PF apreende R$ 919 mil em dinheiro vivo e encontra fuzil de uso restrito em seu veículo.
- Eleições deste ano: Canella recebe 197.178 votos e é o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro.
- 15 de outubro: Canella é preso na oitava fase da Operação Unha e Carne. Ele está detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
- 23 de outubro: Manifestação do MP Eleitoral, assinada por Alexandre Espinosa, pede ao TSE que impeça a candidatura de Canella.
Próximos passos
- O parecer do MP Eleitoral aguarda análise do TSE, que decidirá se reforma a decisão do TRE-RJ. Não há data de julgamento confirmada.
- Não há informação confirmada sobre a defesa de Canella nem sobre manifestação dele a respeito do parecer.
- O inquérito que tramita no STF segue em apuração após a retirada do sigilo.
- Não há data definida para julgamento do pedido no TSE.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
O que o MP Eleitoral pediu ao TSE sobre a candidatura de Márcio Canella?
Pediu que o TSE reforme a decisão do TRE-RJ e impeça a candidatura de Canella, apontando suspeitas de ligação com milícias e organizações criminosas, segundo o Metrópoles e a CNN Brasil.
Por que o TRE-RJ havia liberado a candidatura de Canella?
Segundo o Metrópoles e a CNN Brasil, o TRE-RJ liberou a candidatura antes de ter acesso às provas do inquérito que tramita no STF.
O que é a Operação Unha e Carne?
É uma operação da Polícia Federal que investiga lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Segundo o Metrópoles, apura movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
Canella já foi preso antes?
Sim. Ele foi preso em julho, na sexta fase da Operação Unha e Carne, quando a PF apreendeu R$ 919 mil em dinheiro vivo em endereços ligados a ele e encontrou um fuzil de uso restrito em seu veículo.
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