Lula pede PF para investigar ilha de Richarlison: entenda a disputa
Em desenvolvimento · atualizado às 22:02
Em poucas palavras
Lula afirmou, em vídeo nas redes sociais, que pedirá à Polícia Federal para investigar a disputa pelos direitos de ocupação de um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), envolvendo Richarlison e o advogado Willer Tomaz. Richarlison diz ter investido cerca de R$ 10 milhões; Tomaz afirma ter comprado legalmente; Flávio Bolsonaro nega envolvimento.

O que você precisa saber
- Lula anunciou que pedirá à PF para investigar a disputa pela ilha de Richarlison em Angra dos Reis
- Richarlison diz ter investido R$ 10 milhões e acusa Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de assumirem a posse
- Tomaz afirma ter escritura de compra e venda; Flávio nega envolvimento
- O STJ manteve decisão favorável à empresa de Tomaz em 2025, e a empresa ligada a Richarlison desistiu das reivindicações
- Não há confirmação de que a PF tenha aberto investigação após o pedido de Lula
Lula afirmou, em vídeo nas redes sociais, que pedirá à Polícia Federal para investigar a disputa pelos direitos de ocupação de um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), envolvendo Richarlison e o advogado Willer Tomaz. Richarlison diz ter investido R$ 10 milhões; Tomaz afirma ter comprado legalmente; Flávio Bolsonaro nega envolvimento.
O que se sabe
- Lula disse, em vídeo nas redes sociais, que pedirá à Polícia Federal para investigar o caso da ilha comprada por Richarlison
- O imóvel fica na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ)
- Richarlison afirma ter investido R$ 10 milhões na compra da mansão e em despesas relacionadas ao imóvel
- Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de se envolver na disputa após ele recusar vender a propriedade
- Willer Tomaz respondeu em vídeo que tem a escritura de compra e venda e que Richarlison comprou a ilha de invasores
- Segundo Lula, o pedido de regularização de Richarlison junto à SPU demorou meses para avançar, enquanto uma solicitação ligada ao grupo de Tomaz foi concluída em prazo menor
- A controvérsia começou em 2020, quando Richarlison, por meio de uma empresa da qual era sócio, participou da negociação para adquirir os direitos de ocupação do imóvel
- O TJ-RJ decidiu em favor da WT Administração de Imóveis e o STJ manteve o entendimento em 2025; depois, a empresa ligada a Richarlison desistiu das reivindicações e o processo foi extinto
- Flávio Bolsonaro nega envolvimento na disputa, embora tenha visitado a propriedade e sido incluído como testemunha no processo judicial
O que ainda não se sabe
- Não há confirmação de que a Polícia Federal tenha aberto formalmente inquérito ou procedimento após o pedido de Lula
- Não foi confirmado o valor efetivamente pago por Richarlison nem a existência de comprovantes públicos da transação
- Não está claro o status atual do imóvel na SPU e quem detém os direitos de ocupação reconhecidos pelo órgão
- Não foi confirmado se Flávio Bolsonaro será formalmente investigado pelo Ministério Público por advocacia administrativa e grilagem
- As fontes divergem sobre se a manifestação de Lula ocorreu em 20 ou 21 de outubro
O que cada lado diz
- Luiz Inácio Lula da Silva: Disse que pedirá à Polícia Federal para investigar a disputa e afirmou que o pedido de Richarlison na SPU demorou a avançar, enquanto uma solicitação ligada ao grupo de Tomaz foi concluída em prazo menor (CNN Brasil)
- Richarlison: Afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel e acusa Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de terem assumido a posse da área (Metrópoles)
- Willer Tomaz: Diz ter a escritura de compra e venda e afirma que Richarlison comprou a ilha de invasores (Metrópoles)
- Flávio Bolsonaro: Nega envolvimento na disputa, embora tenha visitado a propriedade e sido incluído como testemunha no processo (Metrópoles)
- Grupo Derrubando Muros: Pediu ao Ministério Público que investigue Flávio Bolsonaro por advocacia administrativa e grilagem (Metrópoles)
Linha do tempo
- 2020: Richarlison, por meio de uma empresa da qual era sócio, participa da negociação para adquirir os direitos de ocupação do imóvel
- Julho de 2022: Segundo Richarlison, uma solicitação ligada à empresa de Tomaz na SPU é concluída em um dia (versão do jogador, não confirmada por outros lados)
- 2023: A Sport 70 entra com ação para obter reconhecimento dos direitos de ocupação e anular atos que favoreceram a empresa do advogado
- 2025: O STJ mantém o entendimento do TJ-RJ em favor da WT; depois, a empresa ligada a Richarlison desiste das reivindicações e o processo é extinto
- Outubro (data exata não confirmada): Lula afirma, em vídeo, que pedirá à PF para investigar o caso, no mesmo dia em que Richarlison publica novo vídeo com documentos da aquisição
Próximos passos
- Acompanhar se a Polícia Federal abrirá formalmente inquérito ou procedimento sobre o caso
- Verificar a resposta da SPU sobre o status atual do imóvel e dos direitos de ocupação
- Acompanhar a análise do Ministério Público sobre o pedido do grupo Derrubando Muros
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
O que Lula disse sobre a ilha de Richarlison?
Em vídeo nas redes sociais, Lula afirmou que pedirá à Polícia Federal para investigar a disputa pelos direitos de ocupação do imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Segundo o g1 e a CNN Brasil, ele também citou a diferença de prazo entre o pedido de Richarlison na SPU e uma solicitação ligada ao grupo de Willer Tomaz.
Quanto Richarlison pagou pela ilha em Angra dos Reis?
Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra da mansão e em despesas relacionadas ao imóvel. O valor efetivamente pago e a existência de comprovantes públicos da transação não foram confirmados.
O que decidiu o Superior Tribunal de Justiça sobre a disputa da ilha?
Em 2025, o STJ manteve o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em favor da WT Administração de Imóveis, empresa ligada a Willer Tomaz. Depois, a empresa ligada a Richarlison desistiu das reivindicações e o processo foi extinto.
A Polícia Federal já abriu investigação sobre o caso da ilha?
Não há confirmação de que a Polícia Federal tenha aberto formalmente inquérito ou procedimento para investigar o caso após o pedido de Lula. Também não há informação confirmada sobre prazos ou próximos passos.
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Fontes consultadas
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