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Crise habitacional na Espanha: o que o governo aprovou e por que Sánchez convocou eleições

Em alta · atualizado às 00:01

Publicado em 3 min de leitura

Em poucas palavras

Em 6 de outubro de 2026, o governo da Espanha aprovou 21 medidas urgentes para a crise habitacional, após protestos pelo despejo da idosa María del Carmen Abascal, de 87 anos. O pacote reedita propostas rejeitadas pelo Parlamento em 2 de outubro, o que levou Pedro Sánchez a convocar eleições antecipadas para 29 de novembro.

Prédio de apartamentos residencial em Madri com fachada de janelas e varandas, visto da rua vazia sob luz de fim de tarde
Prédio de apartamentos residencial em Madri com fachada de janelas e varandas, visto da rua vazia sob luz de fim de tarde

O que você precisa saber

  • O governo espanhol aprovou 21 medidas urgentes para a crise habitacional em 6 de outubro de 2026, segundo o g1.
  • O pacote reedita propostas rejeitadas pelo Parlamento em 2 de outubro, derrota que levou Sánchez a convocar eleições para 29 de novembro, segundo a BBC News Brasil.
  • O caso da idosa María del Carmen Abascal, de 87 anos, despejada em Madri, virou símbolo dos protestos, segundo a Folha de S.Paulo.
  • As medidas ainda precisam ser ratificadas pela comissão permanente de 69 membros, segundo o g1.
  • O programa Tu Casa terá 10 bilhões de euros para empréstimos de até 50 mil euros para a primeira residência, segundo a Folha de S.Paulo.

Em 6 de outubro de 2026, o governo da Espanha aprovou 21 medidas urgentes para a crise habitacional, após protestos pelo despejo da idosa María del Carmen Abascal, de 87 anos. O pacote reedita propostas rejeitadas pelo Parlamento em 2 de outubro, o que levou Pedro Sánchez a convocar eleições antecipadas para 29 de novembro.

O que se sabe

  • O governo espanhol aprovou em 6 de outubro de 2026 um pacote de 21 medidas urgentes para a crise habitacional, segundo o g1.
  • As medidas são semelhantes às que o Parlamento havia rejeitado em 2 de outubro de 2026, segundo a BBC News Brasil.
  • Após a derrota parlamentar, o primeiro-ministro Pedro Sánchez convocou eleições gerais antecipadas para 29 de novembro de 2026, segundo a BBC News Brasil.
  • O caso que desencadeou os protestos foi o despejo de María del Carmen Abascal, de 87 anos, que vivia havia sete décadas em um apartamento em Madri, segundo a Folha de S.Paulo.
  • O aluguel do imóvel foi aumentado em 275% após a compra por uma empresa de investimento, segundo a Folha de S.Paulo.
  • A idosa chegou a um acordo com a empresa proprietária para voltar para casa, segundo o g1.
  • O programa Tu Casa terá 10 bilhões de euros para empréstimos de até 50 mil euros para a compra da primeira residência, segundo a Folha de S.Paulo.
  • As medidas precisam ser ratificadas pela comissão permanente, formada por 69 membros, em vez do Parlamento de 350, dissolvido após a convocação eleitoral, segundo o g1.
  • A coalizão de Sánchez precisa de 35 votos para aprovar as medidas na comissão permanente, segundo o g1.
  • Em Barcelona, um protesto terminou em confronto com a polícia, com pedras e contêineres incendiados, segundo o g1.

O que ainda não se sabe

  • O detalhamento completo das 21 medidas, uma a uma, e o que cada uma muda na prática para inquilinos e proprietários.
  • Como funcionará o novo imposto sobre aluguéis sazonais, com alíquota ou modelo de cobrança.
  • Quais são os critérios para ser considerado morador vulnerável e ter proteção contra despejos.
  • O que muda para brasileiros ou estrangeiros que alugam ou compram imóvel na Espanha.
  • O calendário e o rito de votação na comissão permanente até 29 de novembro.
  • O que acontece com as medidas se a comissão permanente não ratificar antes das eleições.

O que cada lado diz

  • Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha: Pediu votos da oposição afirmando que a questão não é ideológica, mas de bom senso, segundo o g1. (g1)
  • Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular: Comemorou a antecipação das eleições dizendo que finalmente os espanhóis irão decidir, segundo o g1. (g1)
  • Santiago Abascal, líder do Vox: Disse à TV espanhola Antena 3 que as eleições serão muito incertas, apesar do que dizem as pesquisas, segundo o g1. (g1)
  • Yolanda Díaz, segunda vice-presidente do governo e ministra do Trabalho: Escreveu no Bluesky que vão voltar a ganhar com mais força, segundo o g1. (g1)
  • Manifestantes: Exigem aluguéis mais baixos, fim dos despejos e proibição da compra de imóveis por fundos de investimento, segundo o g1. (g1)

Linha do tempo

  • 2 de outubro de 2026: Parlamento espanhol rejeita as medidas de moradia, segundo a BBC News Brasil.
  • 3 de outubro de 2026: Dezenas de milhares de pessoas se manifestam em Madri e outras cidades espanholas, segundo a Folha de S.Paulo.
  • 6 de outubro de 2026: Governo da Espanha aprova o pacote de 21 medidas urgentes, segundo o g1.
  • 29 de novembro de 2026: Data marcada para as eleições gerais antecipadas na Espanha, segundo a BBC News Brasil.

Próximos passos

  • As medidas precisam ser ratificadas pela comissão permanente de 69 membros.
  • A campanha para as eleições de 29 de novembro deve ocorrer em meio ao debate sobre moradia.
  • Pesquisas de intenção de voto apontam o Partido Popular à frente, sem maioria absoluta, com o Vox como ator-chave, segundo o g1.
  • O caso de María del Carmen Abascal gerou protestos em todo o país.
  • Protestos já ocorreram em Madri e Barcelona durante a tramitação das medidas.

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Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

O que a Espanha aprovou para enfrentar a crise habitacional?

O governo espanhol aprovou em 6 de outubro de 2026 um pacote de 21 medidas urgentes, segundo o g1. Entre elas estão um fundo de 10 bilhões de euros para empréstimos de até 50 mil euros para a compra do primeiro imóvel, prorrogação automática de contratos de aluguel, proteção contra despejos, regulamentação de aluguéis de quartos e de temporada, imposto sobre aluguéis sazonais e proibição de compras especulativas.

Por que Pedro Sánchez convocou eleições antecipadas na Espanha?

A convocação ocorreu após o Parlamento rejeitar as medidas de moradia em 2 de outubro de 2026, segundo a BBC News Brasil. As eleições estavam previstas para meados de 2027 e foram antecipadas para 29 de novembro de 2026.

Quem é Maricarmen Abascal e por que o caso dela gerou protestos?

María del Carmen Abascal é uma idosa de 87 anos que vivia havia sete décadas em um apartamento em Madri, segundo a Folha de S.Paulo. O aluguel foi aumentado em 275% após a compra do imóvel por uma empresa de investimento, e o despejo gerou protestos em todo o país, segundo o g1. Ela chegou a um acordo para voltar para casa.

As medidas de moradia já estão valendo ou ainda precisam ser aprovadas?

As medidas foram aprovadas pelo governo, mas precisam ser ratificadas pela comissão permanente de 69 membros, segundo o g1. A coalizão de Sánchez precisa de 35 votos para aprová-las nessa comissão.

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Fontes consultadas

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  1. G1: Espanha aprova 21 medidas urgentes para enfrentar crise habitacional após protestos
  2. BBC News Brasil: Pedro Sánchez convoca eleições antecipadas na Espanha após plano para enfrentar crise de moradia fracassar
  3. Folha de S.Paulo: Após convocar eleições, governo da Espanha reedita decretos de moradia
  4. Euronews (português): Sánchez anuncia 21 medidas urgentes para a habitação, na sequência dos protestos a nível nacional
  5. ADVFN News: Espanha aprova novas medidas para crise habitacional após protestos em Barcelona
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