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Cartão corporativo: R$ 83,4 milhões sob sigilo no governo Lula, o que se sabe

Em alta · atualizado às 00:17

Publicado em 4 min de leitura

Em poucas palavras

Segundo o Times Brasil (CNBC), a Presidência gastou R$ 84,54 milhões no cartão corporativo entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. Desse total, R$ 83,4 milhões (98,6%) aparecem como sigilosos no Portal da Transparência, sem fornecedor nem descrição. O governo cita o artigo 24 da Lei de Acesso à Informação, que protege dados de segurança do presidente, do vice e familiares.

O que você precisa saber

  • O gasto no cartão da Presidência somou R$ 84,54 milhões entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, segundo o Times Brasil
  • R$ 83,4 milhões, ou 98,6% do total, aparecem como sigilosos no Portal da Transparência
  • O sigilo se apoia no artigo 24 da LAI e vale até o fim do mandato, ou até 2031 em caso de reeleição
  • O número de 22 mil pedidos barrados via LAI não foi confirmado nas apurações consultadas
  • Comparações entre governos variam conforme o escopo: gabinete, Secretaria de Administração, toda a Presidência ou toda a máquina federal

Em menos de 1 minuto

Cartão corporativo: R$ 83,4 milhões sob sigilo no governo Lula

Segundo o Times Brasil (CNBC), a Presidência gastou R$ 84,54 milhões no cartão corporativo entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. Desse total, R$ 83,4 milhões (98,6%) aparecem como sigilosos no Portal da Transparência, sem fornecedor nem descrição. O governo cita o artigo 24 da Lei de Acesso à Informação, que protege dados de segurança do presidente, do vice e familiares.

O que se sabe

  • O Times Brasil informa gasto de R$ 84,54 milhões no cartão da Presidência entre janeiro de 2023 e agosto de 2026
  • R$ 83,4 milhões (98,6%) aparecem como sigilosos no Portal da Transparência, sem fornecedor nem descrição da compra
  • O governo justifica o sigilo com o artigo 24 da Lei de Acesso à Informação, sobre segurança do presidente, do vice e familiares
  • Pela regra citada, o sigilo vale até o fim do mandato, ou até 2031 caso Lula seja reeleito
  • Os gastos de Jair Bolsonaro foram abertos em janeiro de 2023, após ele deixar o cargo, pela mesma regra de fim de mandato
  • Em 2023 e 2024, o governo negou 3.244 pedidos de informação por alegação de dados pessoais, 16,4% do total, segundo a CGU divulgada pelo G1
  • Na primeira metade do governo Bolsonaro, foram 4.095 negativas por esse motivo, ou 18,9%
  • Em setembro de 2024, a CGU proibiu o uso automático do prazo de 100 anos e fixou em 15 anos o sigilo presumido para dados pessoais
  • Em julho de 2025, o TCU apontou falhas repetidas na transparência desses gastos

O que ainda não se sabe

  • O número de 22 mil pedidos barrados via LAI não aparece nas apurações consultadas, sem período, órgão responsável ou metodologia
  • Não há lista de fornecedores, portadores ou tipos de compra por trás dos gastos sigilosos
  • Não há posição oficial da CGU ou do TCU especificamente sobre o percentual de 98,6% apontado pelo Times Brasil
  • Não há explicação para a diferença entre os 98,6% do Times Brasil e os 99,55% da auditoria do TCU citada pela campanha de Flávio Bolsonaro
  • Não há dados sobre quantos pedidos via LAI trataram especificamente do cartão corporativo e quantos foram negados

O que cada lado diz

  • Governo federal: Mantém o sigilo com base no artigo 24 da Lei de Acesso à Informação, que protege dados capazes de pôr em risco a segurança do presidente, do vice e de seus familiares (Times Brasil (CNBC))
  • Times Brasil (CNBC): Aponta R$ 84,54 milhões gastos desde janeiro de 2023, dos quais R$ 83,4 milhões (98,6%) aparecem como sigilosos no Portal da Transparência (https://timesbrasil.com.br/brasil/cartao-corporativo-presidencia-lula-gastos-sigilo/)
  • Campanha de Flávio Bolsonaro: Citou ao TSE auditoria do TCU segundo a qual 99,55% das despesas do cartão foram classificadas como sigilosas ou reservadas entre janeiro de 2023 e abril de 2025 (Times Brasil (CNBC))
  • Campanha petista: Afirma que os dados dos gastos com o cartão da Presidência foram entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (Times Brasil (CNBC))
  • Terra, citando a agência Aos Fatos: Classifica como falsa a afirmação de que Lula gastou mais no cartão corporativo do que Bolsonaro, com base em critérios de escopo de apuração (https://www.terra.com.br/noticias/jair-bolsonaro-gastou-mais-no-cartao-corporativo-do-que-lula,4ffda9eadcc210176ff3273b5ac8f854m750onan.html)

Linha do tempo

  • 2011: Dilma Rousseff sanciona a Lei de Acesso à Informação, que inclui o artigo 31, base do chamado sigilo de 100 anos para informações pessoais
  • Janeiro de 2023: Gastos do cartão de Jair Bolsonaro são abertos após o fim do mandato, pela mesma regra aplicada hoje ao governo Lula
  • 2023 e 2024: Governo nega 3.244 pedidos de informação por alegação de dados pessoais, 16,4% do total, segundo a CGU divulgada pelo G1
  • Setembro de 2024: CGU proíbe o uso automático do prazo de 100 anos e fixa em 15 anos o sigilo presumido para dados pessoais
  • Julho de 2025: TCU aponta falhas repetidas na transparência dos gastos do cartão corporativo
  • Agosto de 2026: Gasto acumulado no cartão da Presidência desde janeiro de 2023 chega a R$ 84,54 milhões, segundo o Times Brasil

Próximos passos

  • Acompanhar novas manifestações do TCU sobre a transparência dos gastos do cartão
  • Verificar se a CGU ou o TCU se posicionam sobre o percentual de 98,6% de sigilo apontado pelo Times Brasil
  • Observar eventuais ações do Ministério Público para reverter o sigilo
  • Acompanhar a divulgação de dados do cartão ao TSE pelas campanhas
  • Verificar a execução orçamentária do cartão em 2026 após agosto

O assunto em poucos toques

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Tire suas dúvidas

Perguntas frequentes

Quanto o governo Lula gastou no cartão corporativo desde 2023?

Segundo o Times Brasil (CNBC), a Presidência gastou R$ 84,54 milhões entre janeiro de 2023 e agosto de 2026. Desse total, R$ 83,4 milhões (98,6%) aparecem como sigilosos no Portal da Transparência.

Por que os gastos do cartão corporativo da Presidência estão sob sigilo?

O governo justifica o sigilo com o artigo 24 da Lei de Acesso à Informação, que protege dados capazes de pôr em risco a segurança do presidente, do vice e de seus familiares. Pela regra citada, o sigilo vale até o fim do mandato, ou até 2031 caso Lula seja reeleito.

É verdade que Lula gastou mais no cartão corporativo do que Bolsonaro?

O Terra, citando a agência Aos Fatos, classifica a afirmação como falsa. Os números divergem conforme o escopo: na Secretaria de Administração, Bolsonaro teve R$ 41,2 milhões entre 2019 e 2022, contra R$ 20,4 milhões de Lula entre 2023 e 2025. Em toda a estrutura da Presidência, Bolsonaro soma R$ 82,4 milhões nominais, ante R$ 45,2 milhões do governo Lula.

Quantos pedidos de informação o governo Lula negou via LAI?

Em 2023 e 2024, o governo negou 3.244 pedidos por alegação de dados pessoais, o equivalente a 16,4% do total, segundo dados da CGU publicados pelo G1 e citados pelo Times Brasil. Na primeira metade do governo Bolsonaro, foram 4.095 negativas por esse motivo, ou 18,9%. O número de 22 mil pedidos barrados não foi confirmado nas apurações consultadas.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Times Brasil (licenciado CNBC): Gastos com cartão da Presidência chegam a R$ 84,5 milhões desde 2023
  2. Terra: Jair Bolsonaro gastou mais no cartão corporativo do que Lula
cartão corporativosigilogoverno LulaLei de Acesso à InformaçãoTCUCGUBolsonarotransparência

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