TSE dá 24 horas para Meta comprovar isonomia entre campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
Em desenvolvimento · atualizado às 12:22
Em poucas palavras
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou em 19 de outubro de 2026 que a Meta comprove em 24 horas que trata com isonomia as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A empresa não cumpriu o prazo inicial de 72 horas, e a multa diária por descumprimento passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, segundo a Agência Brasil e a Folha de S.Paulo.

O que você precisa saber
- O TSE deu 24 horas para a Meta comprovar isonomia entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
- A multa diária por descumprimento passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão
- A Meta não cumpriu o prazo inicial de 72 horas e, segundo Bellizze, apresentou relatórios em inglês e documentos descontextualizados
- A Meta admite erros em contas de Lula, mas nega favorecimento e atribui as restrições a falhas técnicas globais
- A ordem vale até o fim do segundo turno, em 25 de outubro
Em menos de 1 minuto
TSE dá 24 horas para Meta comprovar isonomia entre Lula e Flávio Bolsonaro
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou em 19 de outubro de 2026 que a Meta comprove em 24 horas que trata com isonomia as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A empresa não cumpriu o prazo inicial de 72 horas, e a multa diária por descumprimento passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.
O que se sabe
- O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, deu 24 horas para a Meta comprovar isonomia entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, em decisão de 19 de outubro de 2026
- A multa diária por descumprimento passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão
- A Meta não cumpriu o prazo inicial de 72 horas para apresentar as informações
- Segundo Bellizze, a empresa fixou prazos por conta própria, alegou dificuldades técnicas, apresentou relatórios em inglês e anexou documentos descontextualizados
- O TSE determinou que a Meta apresente relatórios em português, com exposição explicativa sobre cada ordem e o significado dos dados
- A Meta deve corrigir restrições aplicadas por erro à conta de anúncios da campanha de Lula e repor a entrega de publicidade não realizada até 21 de outubro
- A ordem vale até o fim do segundo turno, em 25 de outubro
- O plenário do TSE confirmou em 16 de outubro a decisão individual de Bellizze que ordenou tratamento isonômico imediato
- A campanha de Flávio Bolsonaro também ingressou com reclamação semelhante no TSE
- A Meta admitiu erros em contas do presidente Lula, mas negou favorecer qualquer candidato
O que ainda não se sabe
- Não há informação confirmada sobre o teor exato dos relatórios que a Meta já entregou ao TSE
- Não foi confirmado se a Meta cumpriu o prazo de 24 horas nem qual foi a decisão do TSE após o envio
- Não há detalhamento público sobre quais anúncios da campanha de Lula foram bloqueados por erro nem os valores envolvidos
- Não está claro o alcance prático da proibição de recomendação de candidatos nas plataformas da Meta
- Não há confirmação sobre a identidade dos responsáveis pela rede de 255 perfis suspeitos no Instagram
- Não foi confirmado se o TSE aplicou efetivamente a multa diária de R$ 1 milhão
O que cada lado diz
- TSE, por meio do ministro Marco Aurélio Bellizze: Determinou prazo de 24 horas para a Meta comprovar isonomia entre as campanhas e elevou a multa diária para R$ 1 milhão após o descumprimento do prazo inicial de 72 horas
- Campanha de Lula (PT): Acusa a Meta de restringir o alcance de publicações da campanha e de aliados
- Meta: Admite erros em contas de Lula, nega favorecimento a qualquer candidato e afirma que as restrições são falhas técnicas de nível global
- Campanha de Flávio Bolsonaro (PL): Ingressou com reclamação semelhante no TSE
- Instituto Democracia em Xeque: Analisou 1.204 publicações e apontou que apenas 155 delas, ou 12,9%, tinham identificação de conteúdo produzido por inteligência artificial
Linha do tempo
- 16 de outubro de 2026: Plenário do TSE confirma a decisão individual de Bellizze que ordenou tratamento isonômico imediato entre as campanhas
- Antes de 19 de outubro de 2026: Meta não cumpre o prazo inicial de 72 horas para apresentar as informações ao TSE
- 19 de outubro de 2026: Bellizze dá 24 horas para a Meta comprovar isonomia e eleva a multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão
- 21 de outubro de 2026: Data limite para a Meta repor a entrega de publicidade não realizada da campanha de Lula
- 25 de outubro de 2026: Fim do segundo turno, limite de validade da ordem do TSE
Próximos passos
- Aguardar a manifestação da Meta dentro do prazo de 24 horas e a resposta do TSE ao material entregue
- Acompanhar a correção das restrições à conta de anúncios da campanha de Lula e a reposição da entrega de publicidade até 21 de outubro
- Verificar se o TSE aplicará a multa diária de R$ 1 milhão em caso de novo descumprimento
- Acompanhar a apuração interna sobre os 255 perfis no Instagram suspeitos de integrar rede que usa IA
- Observar eventuais desdobramentos da reclamação da campanha de Flávio Bolsonaro no TSE
O assunto em poucos toques
Explore o resumo em formato visual.
Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
O que o TSE determinou para a Meta no caso das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro?
O ministro Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta comprove em 24 horas que trata com isonomia as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. A empresa também deve apresentar relatórios em português, com explicação sobre cada ordem e o significado dos dados, e corrigir restrições aplicadas por erro à conta de anúncios da campanha de Lula.
Qual é o valor da multa se a Meta descumprir a decisão do TSE?
A multa diária por descumprimento passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão, segundo a Folha de S.Paulo. Não foi confirmado se o TSE já aplicou efetivamente essa multa.
Por que a campanha de Lula acionou o TSE contra a Meta?
A coligação de Lula acusou a Meta de restringir o alcance de publicações da campanha e de aliados e de manter no ar perfis suspeitos de usar inteligência artificial para favorecer o adversário. A campanha apresentou testes em que a Meta AI teria se recusado a criar imagens do petista, mas produziu peças favoráveis ao candidato do PL.
O que a Meta alegou ao TSE para justificar as restrições?
A Meta declarou que as alegações de favorecimento são falsas e que se trata de problemas técnicos de nível global, que não afetavam apenas o Brasil. A empresa admitiu erros em contas do presidente Lula, mas negou favorecer qualquer candidato.
Para ir à origem
Fontes consultadas
Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.
Continue explorando
Outras boas leituras
MM Quarter: TCM vê indícios de fraude em R$ 101 milhões da Prefeitura de SP
Uma auditoria do TCM de São Paulo apontou indícios de fraude, favorecimento em licitações e sobrepreço em contratos da Prefeitura com a agência MM Quarter. Segu
Pacote suspeito na Band após debate de Flávio e Lula: o que o esquadrão antibombas encontrou
Um esquadrão antibombas analisou um pacote suspeito perto do estúdio da Band, no Morumbi, na noite de domingo, 18 de outubro, após o debate entre Lula e Flávio
Trump tem até 60 dias para avaliar sanções contra a Rússia, diz Rubio
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em 17 de outubro que Donald Trump terá até 60 dias para avaliar o impacto econômico da suspensão de sanções e
Debate da Band entre Lula e Flávio: horário, formato e o que esperar do 1º confronto direto
O primeiro debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno está marcado para domingo, 18 de outubro, às 20h, nos estúdios da Band em São Paulo.



