Referendo em Alberta: província rejeita separação e decide ficar no Canadá
Em desenvolvimento · atualizado às 06:06
Em poucas palavras
No referendo de 19 de outubro de 2026, eleitores de Alberta rejeitaram iniciar o processo de separação do Canadá. Segundo resultados não oficiais da Elections Alberta divulgados em 20 de outubro, com mais de 1 milhão de votos apurados, 77% apoiaram a permanência no país e 23% defenderam começar o caminho legal para uma futura consulta sobre independência. A votação não era um referendo direto sobre a independência.

O que você precisa saber
- O referendo de Alberta não era uma votação direta sobre independência, mas poderia abrir caminho para uma consulta vinculativa futura.
- Com mais de 1 milhão de votos apurados, 77% apoiaram a permanência no Canadá e 23% defenderam iniciar o processo de separação, segundo resultados não oficiais da Elections Alberta divulgados pelo g1.
- Danielle Smith convocou o referendo sob pressão de separatistas dentro do Partido Conservador Unido, embora seja contrária à independência, segundo o g1.
- Mark Carney defendeu a unidade nacional e celebrou o resultado, segundo o g1.
- Alberta abriga a quarta maior reserva comprovada de petróleo do mundo, segundo o g1.
Em menos de 1 minuto
Alberta rejeita separação do Canadá: 77% votam pela permanência
No referendo de 19 de outubro de 2026, eleitores de Alberta rejeitaram iniciar o processo de separação do Canadá. Segundo resultados não oficiais da Elections Alberta divulgados em 20 de outubro, com mais de 1 milhão de votos apurados, 77% apoiaram a permanência no país e 23% defenderam começar o caminho legal para uma futura consulta sobre independência. A votação não era um referendo direto sobre a independência.
Atualização às 06:06
A CNN Brasil trouxe novos detalhes sobre o plebiscito de Alberta. Segundo o veículo, cerca de três quartos dos eleitores escolheram permanecer no Canadá, enquanto um quarto optou por realizar um segundo voto sobre a separação mais tarde. Os resultados eram não oficiais e foram divulgados pela província, com aproximadamente 45% das seções apuradas no início da terça-feira (20), horário local.
A CNN Brasil também situa o plebiscito como o primeiro desse tipo no Canadá desde o referendo de 1995 em Quebec, quando a província de língua francesa votou contra a secessão por margem extremamente pequena. A votação ocorreu em meio a uma onda de patriotismo no Canadá contra tarifas e ameaças de anexação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O primeiro-ministro Mark Carney afirmou, em declaração publicada no X, que o voto pela permanência significa que os albertanos e todos os canadenses seguirão em frente juntos, com propósito renovado e grande ambição. Thomas Lukaszuk, fundador do movimento pró-unidade Forever Canadian, disse que o resultado envia uma mensagem a Trump: o Canadá não está à venda.
Correção: A nota atual afirma que o referendo foi realizado em 19 de outubro de 2026. A CNN Brasil se refere à votação como tendo ocorrido na segunda-feira e aos resultados divulgados no início da terça-feira (20), horário local, sem cravar a data exata do plebiscito. A data de 19 de outubro não aparece confirmada no novo material.
O que se sabe
- Alberta rejeitou o caminho para a secessão e permanecerá parte do Canadá, segundo a CNN Brasil.
- Cerca de três quartos dos eleitores escolheram permanecer no Canadá, enquanto um quarto optou por realizar um segundo voto sobre a separação mais tarde, segundo a CNN Brasil.
- Os resultados eram não oficiais e foram divulgados pela província, com aproximadamente 45% das seções apuradas no início da terça-feira (20), horário local, segundo a CNN Brasil.
- O plebiscito foi o primeiro desse tipo no Canadá desde o referendo de 1995 em Quebec, segundo a CNN Brasil.
- O primeiro-ministro canadense Mark Carney afirmou, em declaração publicada no X, que o voto pela permanência significa que os albertanos e todos os canadenses seguirão em frente juntos, com propósito renovado e grande ambição, segundo a CNN Brasil.
- Thomas Lukaszuk, fundador do movimento pró-unidade Forever Canadian, disse que o resultado envia uma mensagem a Trump: o Canadá não está à venda, segundo a CNN Brasil.
- A votação ocorreu em meio a uma onda de patriotismo e unidade no Canadá contra tarifas e ameaças de anexação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo a CNN Brasil.
- A campanha pela independência foi liderada por um grupo de separatistas e amplificada na internet, e alguns líderes se reuniram com membros do governo Trump, segundo a CNN Brasil.
- A votação enfrentou preocupações com possível interferência estrangeira após o Globe and Mail reportar que operadores republicanos auxiliaram líderes separatistas na campanha, segundo a CNN Brasil.
- Alberta tem população de 5 milhões e tamanho aproximado ao do Texas, segundo a CNN Brasil.
O que ainda não se sabe
- Não há confirmação sobre o comparecimento total de eleitores nem sobre o número final de votos apurados.
- Não foi confirmado se os resultados divulgados são definitivos ou ainda preliminares, nem os prazos de oficialização pela Elections Alberta.
- Não há detalhamento sobre o custo do referendo para os cofres públicos de Alberta.
- Não foi confirmado o calendário de uma eventual votação vinculativa sobre separação nem os requisitos legais completos exigidos pela Constituição Canadense.
- Não há informação sobre pesquisas de intenção de voto realizadas antes do referendo.
- Não foi confirmado o impacto econômico concreto do resultado sobre o setor de petróleo ou sobre investimentos na província.
O que cada lado diz
- Danielle Smith, premiê de Alberta: Comemorou os primeiros resultados e afirmou que os albertanos votaram por uma Alberta mais forte dentro de um Canadá unido, segundo o g1. (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/20/provincia-de-alberta-rejeita-separacao-e-decide-permanecer-no-canada.ghtml)
- Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá: Pediu aos moradores de Alberta que apoiassem de forma decisiva a unidade nacional e celebrou o resultado afirmando que o Canadá é muito maior do que a soma das suas partes, segundo o g1. (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/20/provincia-de-alberta-rejeita-separacao-e-decide-permanecer-no-canada.ghtml)
- Thomas Lukaszuk, ex-vice-primeiro-ministro de Alberta e líder da campanha Forever Canadian: Declarou que o país é sólido, unido de costa a costa a costa, segundo o g1. (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/20/provincia-de-alberta-rejeita-separacao-e-decide-permanecer-no-canada.ghtml)
- Jeff Rath, defensor da separação: Afirmou que ficaria satisfeito caso 30% dos eleitores apoiassem o início do processo separatista e avalia que o partido governista pode se dividir, segundo o g1. (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/20/provincia-de-alberta-rejeita-separacao-e-decide-permanecer-no-canada.ghtml)
- Dave Malka, eleitor de Edmonton: Criticou o uso de recursos públicos em um referendo sobre um referendo, em vez de investir em saúde, segundo o g1. (https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/20/provincia-de-alberta-rejeita-separacao-e-decide-permanecer-no-canada.ghtml)
Linha do tempo
- 19 de outubro de 2026: Referendo é realizado em Alberta, segundo o Metrópoles.
- 20 de outubro de 2026: Resultados iniciais são divulgados, com atraso causado pela abertura tardia de mais de 100 locais de votação, segundo o g1.
- 20 de outubro de 2026: Com mais de 1 milhão de votos apurados, 77% apontam pela permanência no Canadá e 23% pelo início do processo de separação, segundo resultados não oficiais da Elections Alberta divulgados pelo g1.
Próximos passos
- Aguardar a oficialização dos resultados pela Elections Alberta, ainda sem prazo confirmado.
- Acompanhar se o Partido Conservador Unido sofrerá ruptura ou se surgirá uma nova sigla separatista, possibilidade levantada por Jeff Rath segundo o g1.
- Verificar se líderes separatistas darão continuidade ao movimento, que, segundo eles próprios, deixou de ser uma causa marginal e não deve desaparecer, conforme o g1.
- Acompanhar o contexto da guerra comercial e das ameaças de Donald Trump, citadas pelo g1 como pano de fundo do referendo.
O assunto em poucos toques
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Tire suas dúvidas
Perguntas frequentes
Alberta votou pela separação do Canadá?
Não. No referendo de 19 de outubro de 2026, os eleitores rejeitaram iniciar o processo de separação. Com mais de 1 milhão de votos apurados, 77% apoiaram a permanência no Canadá e 23% defenderam iniciar o caminho legal para uma futura consulta sobre independência, segundo resultados não oficiais da Elections Alberta divulgados pelo g1.
Qual a diferença entre o referendo realizado e uma consulta vinculativa sobre independência?
A votação não era um referendo direto sobre a independência. A pergunta era se Alberta deve permanecer uma província do Canadá ou se o Governo de Alberta deve iniciar o processo legal exigido pela Constituição Canadense para realizar um referendo provincial vinculativo sobre a separação, segundo o g1. Ou seja, o resultado poderia colocar a província no caminho de uma futura consulta vinculativa, mas não declarava independência.
Por que existe um movimento separatista em Alberta?
Segundo o g1, o ressentimento em relação ao governo federal, em Ottawa, é antigo, mas tradicionalmente não se traduzia em apoio expressivo à independência. O ex-premiê Jason Kenney avalia que a insatisfação com as restrições adotadas durante a pandemia de Covid-19 ajudou a mobilizar ativistas que posteriormente aderiram ao movimento separatista.
Qual foi a reação de Mark Carney ao resultado do referendo?
O primeiro-ministro canadense celebrou o resultado afirmando que o Canadá é muito maior do que a soma das suas partes, segundo o g1. Antes da votação, ele havia pedido aos moradores de Alberta que apoiassem de forma decisiva a unidade nacional.
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Fontes consultadas
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