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Herança de Erasmo Carlos: Justiça nega partilha de bens à viúva

Em desenvolvimento · atualizado às 21:46

Publicado em 4 min de leitura

Em poucas palavras

A Justiça do Rio reconheceu parcialmente a união estável entre Fernanda Maria Passos e Erasmo Carlos, mas negou à viúva o direito à meação de bens e aplicações financeiras. A decisão usou um post do cantor de 6 de janeiro de 2019 para fixar a convivência entre junho de 2016 e 5 de janeiro de 2019, data do casamento civil.

Documento judicial e celular com postagem em uma mesa de escritório, ao lado de óculos e pasta de couro
Documento judicial e celular com postagem em uma mesa de escritório, ao lado de óculos e pasta de couro

O que você precisa saber

  • A Justiça do Rio reconheceu parcialmente a união estável entre Fernanda Passos e Erasmo Carlos, mas negou a meação de bens.
  • A convivência foi fixada entre junho de 2016 e 5 de janeiro de 2019, data do casamento civil.
  • Um post do próprio Erasmo Carlos, de 6 de janeiro de 2019, foi usado como prova para definir o período de convivência.
  • Como Erasmo tinha mais de 70 anos em junho de 2016, aplica-se o regime da separação obrigatória de bens.
  • A disputa envolve a viúva e os filhos do cantor, Leonardo Esteves e Gil Esteves, e o processo tramita em sigilo.

Em menos de 1 minuto

Justiça usa post de Erasmo Carlos para negar bens à viúva

A Justiça do Rio reconheceu parcialmente a união estável entre Fernanda Maria Passos e Erasmo Carlos, mas negou à viúva o direito à meação de bens e aplicações financeiras. A decisão usou um post do cantor de 6 de janeiro de 2019 para fixar a convivência entre junho de 2016 e 5 de janeiro de 2019, data do casamento civil.

O que se sabe

  • A Justiça do Rio de Janeiro julgou parcialmente procedente a ação de Fernanda Maria Passos para reconhecer união estável post-mortem com Erasmo Carlos.
  • A Corte fixou a convivência entre junho de 2016 e 5 de janeiro de 2019, data do casamento civil.
  • A decisão negou à viúva o direito à meação de bens e aplicações financeiras deixadas pelo artista.
  • O juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis fundamentou a decisão em uma publicação de Erasmo Carlos nas redes sociais no dia 6 de janeiro de 2019.
  • Na postagem, Erasmo escreveu: 'Após 7 anos de beijinhos e carinhos sem ter fim e mais 2 de maravilhosa convivência, me casei ontem no civil com minha adorada Fernanda.'
  • Segundo a sentença, o relato discriminou com clareza sete anos de namoro e dois anos de convivência.
  • O magistrado observou que, em junho de 2016, Erasmo Carlos tinha 75 anos de idade.
  • Pela lei, relações iniciadas com pessoas com idade superior a 70 anos submetem-se compulsoriamente ao regime da separação obrigatória de bens.
  • O impasse gira em torno da divisão dos bens deixados pelo cantor, que morreu em novembro de 2022, aos 81 anos.
  • Os filhos de Erasmo, Leonardo Esteves e Gil Esteves, contestam pontos do inventário e questionam a forma como os bens estão sendo administrados.

O que ainda não se sabe

  • Detalhes sobre o valor total do patrimônio deixado por Erasmo Carlos.
  • Lista completa de bens e investimentos envolvidos na disputa.
  • Posicionamento oficial da viúva Fernanda Passos sobre a decisão.
  • Posicionamento oficial dos filhos Leonardo e Gil Esteves sobre a decisão.
  • Número do processo e vara responsável.
  • Possibilidade de recurso e próximos passos processuais.

O que cada lado diz

  • Fernanda Maria Passos: Pedia o reconhecimento da união estável desde 2010, alegando convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família, e reivindica direitos sobre parte significativa do patrimônio. (Metrópoles)
  • Leonardo Esteves e Gil Esteves: Alegaram que, até 2016, o casal mantinha apenas um namoro e que a convivência não preenchia os requisitos de entidade familiar. Contestam pontos do inventário e questionam a forma como os bens estão sendo administrados. (Metrópoles)
  • Justiça do Rio de Janeiro: Reconheceu parcialmente a união estável, fixou a convivência entre junho de 2016 e 5 de janeiro de 2019 e negou a meação de bens e aplicações financeiras à viúva. (Metrópoles)

Linha do tempo

  • 2010: Fernanda Maria Passos alega que a união estável com Erasmo Carlos teria começado neste ano.
  • 2011: Lançamento do álbum 'Sexo', que, segundo entrevista citada no processo, teria sido feito 'para Fernanda'.
  • 12 de junho de 2016: Erasmo Carlos faz a proposta para 'juntar as escovas de dentes'.
  • Junho de 2016: Data fixada pela Justiça como início da convivência. Erasmo Carlos tinha 75 anos.
  • Final de 2016: Segundo a tese dos réus, Fernanda se muda para a residência de Erasmo e o relacionamento se transforma em 'namoro qualificado'.
  • 5 de janeiro de 2019: Casamento civil entre Erasmo Carlos e Fernanda Maria Passos.
  • 6 de janeiro de 2019: Erasmo Carlos publica nas redes sociais o relato usado como prova pela Justiça.
  • Novembro de 2022: Morte de Erasmo Carlos, aos 81 anos.
  • 1º de outubro: Juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis profere a decisão que reconhece parcialmente a união estável e nega a meação.
  • 8 de outubro: Metrópoles revela o despacho com exclusividade.

Próximos passos

  • A viúva pode recorrer da decisão, mas a possibilidade e os próximos passos processuais não foram confirmados.
  • O dossiê menciona disputa em torno da divisão dos bens e contestação de pontos do inventário pelos filhos.
  • O Metrópoles entrou em contato com Fernanda, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. Não há confirmação sobre posicionamento dos filhos.
  • O processo tramita em sigilo, o que limita a divulgação de detalhes.
  • O impacto da decisão sobre os rendimentos da obra de Erasmo Carlos ainda não foi esclarecido.

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Perguntas frequentes

O que é meação e por que foi negada à viúva de Erasmo Carlos?

Meação é a divisão igualitária dos bens do casal. A Justiça negou o direito à viúva porque, segundo a decisão, a relação se iniciou quando Erasmo Carlos tinha mais de 70 anos, o que impõe o regime da separação obrigatória de bens.

Qual foi o post de Erasmo Carlos usado pela Justiça?

Foi uma publicação de 6 de janeiro de 2019, um dia após o casamento civil, em que Erasmo escreveu: 'Após 7 anos de beijinhos e carinhos sem ter fim e mais 2 de maravilhosa convivência, me casei ontem no civil com minha adorada Fernanda.'

Por que a Justiça reconheceu a união estável apenas a partir de junho de 2016?

Segundo a sentença, o post discriminou com clareza sete anos de namoro e dois anos de convivência. O juiz considerou que, em junho de 2016, Erasmo tinha 75 anos, o que também define o regime de bens aplicável.

O que é separação obrigatória de bens e como se aplica a maiores de 70 anos?

É o regime em que os bens do casal não se comunicam. Pela lei, relações iniciadas com pessoas com idade superior a 70 anos submetem-se compulsoriamente a esse regime, o que afastou a partilha de bens e aplicações financeiras no caso.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Metrópoles: Justiça usa post de Erasmo Carlos para negar partilha de bens à viúva
  2. Jurinews: União estável de viúva com Erasmo Carlos é reconhecida sem partilha
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