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Tecnologia

Brasileiros têm medo de IA: 52% e o que explica

Publicado em 9 min de leitura

Em poucas palavras

Mais da metade dos brasileiros, 52%, está mais preocupada do que animada com a inteligência artificial, segundo o Pew Research Center. O índice supera a mediana global de 37% e subiu em relação a 2025, quando era 48%. O medo está concentrado no futuro do trabalho: 42% acreditam que a IA reduzirá empregos nos próximos 20 anos.

Gráfico de barras com percentuais sobre medo de IA no Brasil, destacando 52% e 37%, sobre fundo de tela digital.
Gráfico de barras com percentuais sobre medo de IA no Brasil, destacando 52% e 37%, sobre fundo de tela digital.

O que você precisa saber

  • 52% dos brasileiros estão mais preocupados do que animados com a IA, acima da mediana global de 37%.
  • O medo subiu de 48% em 2025 para 52% em 2026, com salto entre jovens de 18 a 34 anos: de 32% para 44%.
  • A principal preocupação é o trabalho: 42% acreditam que a IA reduzirá empregos nos próximos 20 anos.
  • A OIT estima que a eliminação direta de empregos fica entre 2% e 5% nas profissões mais atingidas, bem abaixo do temor geral.
  • 37% dos brasileiros já usam IA no trabalho, contra 28% na média da América Latina.
  • Profissões administrativas, financeiras e de call center são as mais expostas; profissionais de saúde se sentem mais seguros (90% não esperam substituição).

Mais da metade dos brasileiros está mais preocupada do que animada com a inteligência artificial: 52%, segundo o Pew Research Center. O índice supera a mediana global de 37% e cresceu em relação a 2025, quando era 48%. O receio se concentra no trabalho: 42% acreditam que a IA vai reduzir empregos nos próximos 20 anos.

O quadro é desigual. Setores como a saúde se sentem mais protegidos, e o medo aparece mais forte entre jovens e trabalhadores de áreas expostas à automação.

Quantos brasileiros têm medo de IA?

52% dos brasileiros estão mais preocupados do que animados com o aumento do uso da IA no cotidiano, segundo o Pew Research Center. Outros 33% sentem preocupação e entusiasmo na mesma medida, e apenas 8% estão mais animados do que preocupados.

A mediana global de preocupação entre os países pesquisados é de 37%, bem abaixo do índice brasileiro. O Pew ouviu 42.151 adultos em 36 países entre 8 de fevereiro e 13 de maio.

Outras pesquisas mostram números diferentes porque fazem perguntas diferentes. Olhe cada uma com atenção:

Pesquisa O que mede Resultado no Brasil
Pew Research Center Mais preocupado do que animado 52%
Febraban Só preocupação 29%
Ipsos Receio de substituição em 5 anos 50%
Michael Page (Talent Trends) Preocupação com impacto na carreira 60%
MindMiners Medo de perder o emprego 33%
NordVPN Teme substituição no emprego 17%

O medo da IA no Brasil é maior que a média mundial?

Sim. O Brasil registra 52% de preocupação, enquanto a mediana global é de 37%, segundo o Pew Research Center.

O estudo global Talent Trends, da Michael Page, mostra que 60% dos profissionais brasileiros se preocupam com o impacto da IA em suas carreiras. A média global é de 52%, e a da América Latina, 50%.

A Ipsos revelou que 50% dos brasileiros entre 18 e 74 anos já tiveram receio de serem substituídos pela IA nos próximos cinco anos. A MindMiners mostrou que 33% dos entrevistados têm medo de perder o emprego para a IA, mesmo com 54% enxergando benefícios na produtividade.

O medo da IA aumentou no Brasil no último ano?

Sim. Em 2025, 48% dos adultos brasileiros diziam estar mais preocupados do que entusiasmados com a IA. O índice subiu para 52% em 2026, segundo o Estadão.

O salto mais expressivo ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos: a preocupação passou de 32% para 44% no mesmo período.

O contato com o tema também cresceu. Em 2025, 22% tinham bastante contato com IA. Em 2026, esse grupo chegou a 31%. Ainda assim, 27% dos brasileiros não leram ou ouviram nada sobre IA, e 42% viram um pouco.

Ou seja: mais informação circulando não reduziu o receio de forma automática. O medo subiu junto com a exposição ao assunto.

Quais são as maiores preocupações dos brasileiros em relação à IA?

O futuro do trabalho lidera. 42% acreditam que a IA reduzirá o número de empregos nos próximos 20 anos, segundo o Pew Research Center. Apenas 13% esperam aumento de vagas, e 34% têm dúvidas sobre o efeito no trabalho.

A desigualdade também aparece. 24% consideram que a IA aumentará as diferenças entre ricos e pobres, enquanto 35% acham que não haverá mudanças, segundo o Estadão.

Há ainda a preocupação com a velocidade. Segundo a NordVPN, 17% temem ser substituídos por IA em seus empregos, e 27% acham que a tecnologia está evoluindo rápido demais.

O medo da IA afeta mais os jovens ou os mais velhos no Brasil?

O movimento mais forte no último ano veio dos jovens. Entre brasileiros de 18 a 34 anos, a preocupação saltou de 32% para 44%, segundo o Estadão.

Esse é também o grupo que mais usa IA no trabalho. 37% dos brasileiros já usam IA no trabalho, contra 28% na média da América Latina, segundo o Hospital Santa Mônica.

O salto entre os mais jovens é o dado mais visível da série sobre faixas etárias.

A IA vai acabar com empregos no Brasil?

A eliminação direta tende a ser bem menor que o temor geral. A OIT estima que, mesmo nas profissões mais atingidas, os empregos diretamente eliminados ficam entre 2% e 5%.

A percepção é outra. 42% dos brasileiros acreditam em redução de empregos, segundo o Pew Research Center.

A OIT aponta que 37 milhões de trabalhadores brasileiros, especialmente mulheres, enfrentam risco de impacto pela IA generativa. O Fórum Econômico Mundial projeta que até 85 milhões de vagas podem ser afetadas pela automação até 2025, com mais de 97 milhões de novos empregos surgindo.

A leitura cruzada é essa: existe impacto real, mas ele é mais de transformação de funções do que de desaparecimento em massa. Pânico e risco concreto não são a mesma coisa.

Quais profissões correm mais risco de serem substituídas por IA no Brasil?

Profissões administrativas, financeiras e de call center estão entre as mais expostas à IA no Brasil, segundo a OIT. São funções com tarefas repetitivas, baseadas em texto e rotinas previsíveis, justamente o que modelos generativos fazem bem.

O contraponto vem da saúde. Pesquisa da Dra. Luciana Mancini Bari com profissionais da área mostrou que 90% acreditam que não serão substituídos pela IA, e apenas 10% demonstram essa preocupação.

Setor Exposição percebida Dado de apoio
Administrativo Alta OIT aponta entre as mais expostas
Financeiro Alta OIT aponta entre as mais expostas
Call center Alta OIT aponta entre as mais expostas
Saúde Baixa 90% não esperam substituição

Entre profissionais de saúde, 70% estão dispostos a usar tecnologias com IA, 80% acreditam que a IA será cada vez mais utilizada na área e 80% classificaram a experiência com IA como positiva ou muito positiva.

Como o medo da IA afeta a saúde mental dos trabalhadores brasileiros?

A pressão para adotar IA antes de estar pronto atinge 60% dos trabalhadores no mundo, segundo o ETS Human Progress Report. Outros 65% usam IA por medo de se tornarem irrelevantes, e 69% afirmam não ter ideia de como serão os empregos do futuro próximo.

No Brasil, 17% temem ser substituídos por IA em seus empregos, segundo a NordVPN, e 50% dos brasileiros de 18 a 74 anos já tiveram receio de substituição em cinco anos, segundo a Ipsos.

Se o medo estiver pesando na sua rotina, procure apoio de um profissional de saúde habilitado. Este texto não faz diagnóstico nem avaliação individual.

O que as empresas podem fazer para reduzir o medo da IA entre funcionários?

  1. Comunique dados setoriais: mostre que a eliminação direta de empregos tende a ficar entre 2% e 5% nas áreas mais atingidas, segundo a OIT, bem abaixo do temor geral.
  2. Ofereça treinamento em habilidades específicas para lidar com IA, reduzindo a sensação de despreparo que atinge 60% dos trabalhadores globais.
  3. Acompanhe indicadores de medo e bem-estar, dentro das exigências da NR-1 sobre riscos psicossociais.
  4. Use exemplos internos de setores que já usam IA com boa avaliação, como o padrão visto na saúde.

Qual a diferença entre preocupação e entusiasmo com IA entre os brasileiros?

As duas emoções convivem, e a preocupação é majoritária. 52% estão mais preocupados do que animados, 33% sentem preocupação e entusiasmo na mesma medida, e 8% estão mais animados do que preocupados, segundo o Pew Research Center.

A Febraban mostrou um retrato parecido: 30% combinavam entusiasmo e preocupação, 29% mencionavam apenas preocupação e 25% se declaravam entusiasmados.

O AI Monitor 2026, da Ipsos, mostrou queda do entusiasmo com produtos e serviços de IA no Brasil em relação ao ano anterior. Mesmo assim, 56% dos brasileiros ainda dizem que os benefícios superam as desvantagens. A MindMiners reforça: 54% enxergam benefícios na produtividade, mesmo com 33% temendo perder o emprego.

Quantos brasileiros usam IA no trabalho?

37% dos brasileiros já usam IA no trabalho, contra 28% na média da América Latina, segundo o Hospital Santa Mônica.

O contato com o tema cresceu: 31% tiveram bastante contato com IA em 2026, contra 22% em 2025, segundo o Estadão. Ainda assim, 27% não leram ou ouviram nada sobre IA, e 42% viram um pouco.

O uso prático convive com o receio. Parte dos trabalhadores usa IA por medo de se tornar irrelevante, segundo o ETS.

O que diz a pesquisa do Pew Research Center sobre IA no Brasil?

O Pew Research Center aponta 52% de preocupação no Brasil, acima da mediana global de 37%, segundo a Canaltech. Outros 33% sentem preocupação e entusiasmo na mesma medida, e apenas 8% estão mais animados do que preocupados.

Sobre trabalho, 42% acreditam que a IA reduzirá empregos nos próximos 20 anos, 13% esperam aumento de vagas e 34% têm dúvidas. A preocupação entre jovens de 18 a 34 anos subiu de 32% para 44% no último ano.

O levantamento ouviu 42.151 adultos em 36 países entre 8 de fevereiro e 13 de maio.

Como interpretar manchetes sobre medo de IA

Antes de concluir qualquer coisa a partir de um número, cheque quatro pontos:

  1. Qual é o país da pesquisa? Índices brasileiros tendem a ser mais altos que a média global.
  2. Qual é a faixa etária ouvida? Jovens de 18 a 34 anos puxaram o salto recente.
  3. Qual foi a pergunta exata? "Mais preocupado do que animado" não é o mesmo que "medo de perder o emprego".
  4. Existe comparativo temporal? Sem a série de 2025, não dá para dizer se o medo subiu ou caiu.

Considere que 27% dos brasileiros não leram ou ouviram nada sobre IA, segundo o Estadão. Parte do receio nasce mais da falta de contato do que de experiência concreta com a tecnologia.

Resumo prático

O medo brasileiro de IA é alto, crescente e desigual. 52% estão mais preocupados do que animados, contra 37% da mediana global. O índice subiu de 48% para 52% em um ano, com salto de 32% para 44% entre jovens de 18 a 34 anos.

O trabalho é o centro do receio: 42% esperam redução de empregos, mas a OIT estima eliminação direta de 2% a 5% nas profissões mais atingidas. Profissões administrativas, financeiras e de call center são as mais expostas. Na saúde, 90% dos profissionais não esperam substituição.

Quem usa IA no trabalho já é 37% dos brasileiros, acima da média latino-americana de 28%. Para empresas, o caminho passa por dados setoriais e treinamento. Para quem sente o peso na rotina, buscar apoio profissional é o passo adequado.

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Perguntas frequentes

Quantos brasileiros têm medo de IA?

52% dos brasileiros estão mais preocupados do que animados com a IA, segundo o Pew Research Center. Outras pesquisas variam: Febraban aponta 29% só preocupados, Ipsos 50% com receio de substituição em cinco anos, NordVPN 17% temem substituição.

O medo da IA no Brasil é maior que a média mundial?

Sim. O Brasil registra 52% de preocupação, enquanto a mediana global é de 37%, segundo o Pew Research Center. A Michael Page também mostra 60% dos profissionais brasileiros preocupados com o impacto na carreira, acima da média global de 52%.

O medo da IA aumentou no Brasil no último ano?

Sim. Em 2025, 48% dos adultos brasileiros diziam estar mais preocupados do que entusiasmados com a IA; o índice subiu para 52% em 2026. Entre jovens de 18 a 34 anos, a preocupação saltou de 32% para 44%.

Quais são as maiores preocupações dos brasileiros em relação à IA?

O futuro do trabalho lidera: 42% acreditam que a IA reduzirá empregos nos próximos 20 anos. Também há preocupação com desigualdade (24% acham que a IA aumentará a diferença entre ricos e pobres) e com a velocidade da evolução (27% acham rápido demais, segundo a NordVPN).

O medo da IA afeta mais os jovens ou os mais velhos no Brasil?

O salto mais expressivo no último ano ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos: a preocupação passou de 32% para 44%. Esse grupo também é o que mais usa IA no trabalho: 37% dos brasileiros usam IA no trabalho, contra 28% na média da América Latina.

A IA vai acabar com empregos no Brasil?

A OIT estima que, mesmo nas profissões mais atingidas, os empregos diretamente eliminados serão entre 2% e 5%. No entanto, 37 milhões de trabalhadores brasileiros, especialmente mulheres, enfrentam risco de impacto pela IA generativa, segundo a OIT.

Quais profissões correm mais risco de serem substituídas por IA no Brasil?

Profissões administrativas, financeiras e de call center estão entre as mais expostas à IA no Brasil, segundo a OIT. Profissionais de saúde aparecem como contraponto: 90% acreditam que não serão substituídos, segundo pesquisa da Dra. Luciana Mancini Bari.

O que as empresas podem fazer para reduzir o medo da IA entre funcionários?

Comunicar dados setoriais, oferecer treinamento em habilidades específicas, envolver os trabalhadores nas decisões sobre adoção de IA e acompanhar indicadores de medo e bem-estar, como parte das exigências da NR-1 sobre riscos psicossociais.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Mais de 50% dos brasileiros têm medo da IA, acima da média mundial - Canaltech
  2. 52% dos brasileiros estão preocupados com IA, revela pesquisa - Estadão
  3. Medo de ser substituído por IA no mercado de trabalho e suas consequências na saúde mental - Hospital Santa Mônica
  4. Estamos usando IA por inteligência ou por medo? - Meio e Mensagem
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