Binance retoma saques de bitcoin e ether após roubo de US$ 6,3 bilhões
Em desenvolvimento · atualizado às 09:51
Em poucas palavras
A Binance retomou em 1º de novembro de 2026 os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, após um ataque hacker que resultou no roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões. Segundo o G1, a corretora afirmou ter recomposto 95% dos ativos afetados com recursos próprios e disse que vai arcar integralmente com o prejuízo, sem repassar perdas aos clientes.

O que você precisa saber
- A Binance retomou saques de bitcoin, ether e stablecoins em 1º de novembro de 2026, de forma gradual
- A empresa diz ter recomposto 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados com recursos próprios
- O FBI atribui o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, que nega envolvimento
- A Binance usou parte do fundo SAFU e prometeu recompor o valor posteriormente
- Ainda não há prazo confirmado para a liberação dos 5% restantes nem para o relatório final
A Binance retomou em 1º de novembro de 2026 os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins, após um ataque hacker que resultou no roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões. Segundo o G1, a corretora afirmou ter recomposto 95% dos ativos afetados com recursos próprios e disse que vai arcar com o prejuízo, sem repassar perdas aos clientes.
Atualização às 09:51
A Binance retomou os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins no domingo, 1º de novembro, depois de cobrir cerca de 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados, segundo o Olhar Digital. O valor equivale a aproximadamente R$ 33,8 bilhões. A liberação acontece em etapas, e a primeira fase contempla 15 criptoativos, entre eles bitcoin, ether, XRP e dogecoin.
O Olhar Digital informa que os saques de bitcoin voltaram pouco depois das 6h no horário de Brasília, e não às 3h como registrado antes. Operações com ether, BNB e stablecoins como USDT e USDC também foram liberadas. Os 5% restantes correspondem a moedas com menor liquidez, que podem levar mais tempo para serem encontradas nas quantidades necessárias.
A cobertura das perdas saiu de recursos próprios da Binance, usados para comprar ativos substitutos, com dinheiro do SAFU, do fundo de seguro de operações futuras e do caixa corporativo. O SAFU tem reserva de US$ 1 bilhão em bitcoin, e metade dela seria usada no incidente, segundo a co-CEO Yi He. A empresa se comprometeu a recompor o fundo até cerca de US$ 1 bilhão.
Correção: O horário de retomada dos saques de bitcoin foi corrigido: o Olhar Digital aponta pouco depois das 6h no horário de Brasília, e não pouco depois das 3h como constava na nota. A fonte citada na nota também muda: as informações agora são atribuídas ao Olhar Digital, não ao G1.
O que se sabe
- A Binance retomou os saques de bitcoin, ether e algumas stablecoins no domingo, 1º de novembro, segundo o Olhar Digital
- A primeira fase da retomada abrange 15 criptoativos, entre eles bitcoin, ether, XRP, dogecoin, BNB, USDT e USDC; a lista completa dos 15 não foi confirmada
- Os saques de bitcoin foram restabelecidos pouco depois das 6h, horário de Brasília
- A Binance cobriu aproximadamente 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados, cerca de R$ 33,8 bilhões, comprando ativos substitutos com recursos próprios
- Cerca de US$ 6 bilhões já foram cobertos, e a Binance separou aproximadamente US$ 6,34 bilhões para cobrir as perdas
- O dinheiro veio do SAFU, do fundo de seguro de operações futuras e do caixa corporativo; o SAFU tem reserva de US$ 1 bilhão em bitcoin e metade seria usada no incidente, segundo Yi He
- A Binance se comprometeu a recompor o SAFU até que ele volte a ter cerca de US$ 1 bilhão
- O FBI afirmou em 31 de outubro que o grupo TraderTraitor, ligado à Coreia do Norte, foi responsável pelo ataque, e investigadores o viram convertendo ativos roubados em ether
- A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, na noite de quinta-feira, 29 de outubro, segundo TRM Labs e Chainalysis
- Os 5% restantes correspondem a moedas com menor liquidez, sem prazo confirmado de liberação
O que ainda não se sabe
- Não há data confirmada para a liberação dos 5% restantes de ativos com menor liquidez
- Não foi confirmado se clientes brasileiros tiveram saldo temporariamente indisponível ou impacto operacional específico no Brasil
- Não há confirmação sobre investigações ou processos regulatórios de autoridades brasileiras sobre o caso
- Não foi confirmado o prazo para divulgação do relatório completo prometido pela Binance
- Não há confirmação sobre suspeitos identificados ou presos ligados ao TraderTraitor
O que cada lado diz
- Binance: Afirmou ter recomposto 95% dos ativos roubados com recursos próprios e que vai arcar integralmente com o prejuízo, sem repassar perdas aos clientes (G1)
- FBI: Atribuiu o ataque ao grupo TraderTraitor, ligado ao governo norte-coreano (G1)
- Coreia do Norte: Nega há anos usar grupos cibernéticos ligados ao Estado para espionagem, roubos financeiros e obtenção de receitas (G1)
- Donald Trump: Disse no sábado, 31 de outubro, que o governo americano ainda não tinha certeza sobre o envolvimento da Coreia do Norte (G1)
- Yi He, co-CEO da Binance: Afirmou que metade dos recursos do SAFU seria usada para cobrir as perdas, e a empresa se comprometeu a recompor o fundo para cerca de US$ 1 bilhão (G1)
- Richard Teng, co-CEO da Binance: Descreveu a invasão como ataque complexo, com laptop comprometido e software malicioso projetado para apagar rastros (G1)
Linha do tempo
- Quinta-feira, 29 de outubro de 2026: Ataque hacker à Binance; maior parte do roubo ocorre em cerca de 20 minutos, a partir da noite
- Sexta-feira, 30 de outubro: Binance afirma que cerca de US$ 3 bilhões dos ativos roubados já haviam sido localizados
- Sábado, 31 de outubro: FBI atribui o ataque ao grupo TraderTraitor; Trump diz que governo ainda não tinha certeza sobre o envolvimento norte-coreano
- Domingo, 1º de novembro, pouco depois das 3h (horário de Brasília): Binance retoma saques de bitcoin; ether, BNB, USDT e USDC também voltam a ser liberados, em primeira fase com 15 criptoativos
Próximos passos
- Acompanhar a liberação gradual das demais criptomoedas e dos 5% restantes de ativos com menor liquidez
- Aguardar o relatório completo prometido pela Binance sobre o incidente
- Observar eventuais desdobramentos da investigação do FBI sobre o grupo TraderTraitor
- Verificar se autoridades brasileiras abrem investigação ou adotam medidas regulatórias sobre o caso
O assunto em poucos toques
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Perguntas frequentes
A Binance já liberou todos os saques de criptomoedas?
Não. Segundo o G1, a retomada foi gradual e a primeira fase abrangeu 15 criptoativos, incluindo bitcoin, ether, XRP, dogecoin, BNB, Solana, USDT e USDC. Outras criptomoedas serão liberadas aos poucos, e não há data confirmada para os 5% restantes de ativos com menor liquidez.
Quanto foi roubado da Binance e quanto já foi recomposto?
O roubo foi de cerca de US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões). A Binance afirmou ter recomposto 95% do total, repondo US$ 6 bilhões com recursos próprios. Os 5% restantes correspondem a ativos com menor liquidez.
Os clientes da Binance vão perder dinheiro com o roubo?
A Binance disse que vai arcar integralmente com o prejuízo, sem repassar perdas aos clientes, segundo o G1. A empresa reservou cerca de US$ 6,34 bilhões de recursos próprios para cobrir as perdas, incluindo parte do fundo SAFU.
O ataque hacker à Binance afeta usuários brasileiros?
A Binance informou que os ativos de usuários brasileiros estavam protegidos, conforme atualização divulgada pela empresa. Não há confirmação sobre saldos temporariamente indisponíveis ou impacto operacional específico no Brasil.
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