# Selic 13,75%: Banco Central surpreende e mantém juros; entenda a decisão

Fonte canônica: https://digitalfeed.com.br/selic-13-75-banco-central-surpreende-mantem-juros-entenda-decisao
Site: Digital Feed (https://digitalfeed.com.br)
Idioma: pt-BR
Categoria: Notícias em alta
Publicado: 2026-11-05T00:36:54.606Z
Atualizado: 2026-11-05T00:36:54.606Z
Autor: Redação Digital Feed (https://digitalfeed.com.br/sobre#author)
Política editorial: https://digitalfeed.com.br/politica-editorial

> O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano em decisão unânime de 4 de novembro de 2026, interrompendo cinco cortes consecutivos. O mercado esperava redução de 0,25 ponto. O BC citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, alta do dólar e conflitos no Oriente Médio. A decisão não trouxe pistas sobre os próximos passos.

## Pontos-chave

- A Selic foi mantida em 13,75% ao ano, surpreendendo o mercado que esperava corte de 0,25 ponto.
- O BC citou incertezas ampliadas, inflação acima da meta, El Niño, dólar alto e guerra no Oriente Médio.
- O IPCA-15 acumulado em 12 meses está em 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%.
- O Copom está desfalcado com mandatos vencidos de dois diretores.
- A decisão não deu pistas sobre os próximos passos da política monetária.

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano em decisão unânime de 4 de novembro de 2026, interrompendo cinco cortes consecutivos. O mercado esperava redução de 0,25 ponto. O BC citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, instabilidade cambial e conflitos no Oriente Médio. A decisão não trouxe pistas sobre os próximos passos.

## O que se sabe

- O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano por unanimidade em 4 de novembro de 2026.
- A decisão interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos iniciada em abril de 2026.
- O mercado financeiro esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas parte das instituições apostava na manutenção.
- De junho de 2025 a março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
- O BC citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, instabilidade cambial e conflitos no Oriente Médio.
- O IPCA-15 de outubro ficou em 0,32% e acumulou 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta de 4,5%.
- O Copom está desfalcado porque os mandatos dos diretores Renato Gomes e Diego Guillen expiraram no fim de 2025.
- O Ibovespa fechou em alta de 1,2% e o dólar caiu no dia da decisão.

## O que ainda não se sabe

- Não há detalhamento sobre quando o governo enviará ao Congresso as indicações dos novos diretores do BC.
- O material não informa a data da próxima reunião do Copom.
- Não foi confirmado o valor exato do IPCA cheio de setembro, que será divulgado pelo IBGE no dia 12.
- O material não traz a ata completa da reunião nem o voto de cada diretor.
- Não há simulações de impacto da Selic em 13,75% sobre parcelas de financiamento imobiliário, cartão de crédito ou crédito pessoal.
- Não foi confirmado o impacto fiscal exato das renúncias e benefícios tributários citados por Felipe Salto.

## O que cada lado diz

- **Banco Central (Copom)**: Manteve a Selic em 13,75% ao ano por unanimidade, citando incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, alta do dólar e conflitos no Oriente Médio. (Agência Brasil)
- **Mercado financeiro**: Esperava um corte de 0,25 ponto percentual, mas parte das instituições apostava na manutenção. (Agência Brasil)
- **Felipe Salto, economista da Warren Investimentos**: Afirmou que faltou espaço para novo corte e que ajustes fiscais ajudariam o BC a convergir para juros menores. (G1)
- **Marcos Lisboa, da Gibraltar Consulting**: Disse que a dívida pública cresceu 10 pontos do PIB e citou recuperações judiciais recordes de empresas e dificuldades no varejo, no sistema financeiro e no agronegócio. (G1)

## Linha do tempo

- **Junho de 2025 a março de 2026**: Selic fica em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.
- **Abril de 2026**: Começa sequência de cinco cortes consecutivos da Selic.
- **Fim de setembro de 2026**: BC divulga Relatório de Política Monetária com previsão de IPCA de 5,2% para 2026 e crescimento de 1,8%.
- **4 de novembro de 2026**: Copom mantém Selic em 13,75% ao ano por unanimidade, interrompendo os cortes.
- **12 de novembro de 2026**: IBGE divulgará o IPCA cheio de setembro.

## Próximos passos

- Acompanhar a divulgação do IPCA cheio de setembro pelo IBGE no dia 12.
- Aguardar a ata da reunião do Copom para detalhes sobre a decisão.
- Observar as indicações de novos diretores para o BC pelo governo.
- Monitorar a próxima reunião do Copom, cuja data não foi informada.
- Verificar a evolução do dólar e dos conflitos no Oriente Médio.

## Perguntas frequentes

### Por que o Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano?

Segundo a Agência Brasil, o Copom citou incertezas ampliadas, expectativas de inflação acima da meta, El Niño, alta do dólar e conflitos no Oriente Médio como motivos para a cautela.

### O que muda no crédito com a Selic em 13,75%?

A Selic é a taxa básica de juros da economia. Quando ela fica alta, o crédito tende a ficar mais caro. Não há, no material disponível, simulações específicas de impacto sobre parcelas de financiamento imobiliário, cartão de crédito ou crédito pessoal.

### A Selic vai cair na próxima reunião do Copom?

O comunicado do BC não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões. A data da próxima reunião também não foi informada no material.

### Qual é a meta de inflação e por que o IPCA-15 está acima do teto?

A meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, de 1,5% a 4,5%. O IPCA-15 acumulado em 12 meses ficou em 4,62%, acima do teto, segundo a Agência Brasil.

## Fontes

- Agência Brasil: Banco Central surpreende e mantém juros básicos em 13,75% ao ano: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-11/bc-surpreende-e-mantem-juros-basicos-em-1375-ao-ano
- G1: Após cinco cortes seguidos, Banco Central mantém taxa de juros em 13,75% ao ano: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/11/04/apos-cinco-cortes-seguidos-banco-central-mantem-taxa-de-juros-em-1375percent-ao-ano.ghtml
