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Bolsa Família reajuste 2026: valor mínimo sobe para R$ 691

Publicado em 10 min de leitura

Em poucas palavras

O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir de outubro de 2026. O valor mínimo por família sobe de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro de 2026, conforme o Decreto nº 13.120.

Cartão do Bolsa Família, caderneta e calculadora sobre mesa de madeira ao lado de decreto oficial
Cartão do Bolsa Família, caderneta e calculadora sobre mesa de madeira ao lado de decreto oficial

O que você precisa saber

  • O valor mínimo do Bolsa Família sobe de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026.
  • O reajuste de 15,04% corrige os valores pelo INPC acumulado de março de 2023 a agosto de 2026.
  • O benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777.
  • Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro de 2026.
  • O custo adicional é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões anuais em 2027 e 2028.
  • A consulta oficial de valor e data é feita no aplicativo Bolsa Família e no Caixa Tem.

O Bolsa Família passa a ter valor mínimo de R$ 691 por família a partir de outubro de 2026. O reajuste é de 15,04% sobre o piso anterior de R$ 600. O Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro de 2026 em edição extra do Diário Oficial da União, corrige os valores do programa pela inflação acumulada e começa a valer nos pagamentos de 19 de outubro de 2026. O benefício médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Qual é o novo valor do Bolsa Família a partir de outubro de 2026?

O valor mínimo por família sobe de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777. O reajuste é de 15,04% e vale para todos os benefícios que compõem o programa.

A correção usa o INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026. Na prática, o governo repõe a inflação do período desde a retomada do modelo atual do programa, em 2023, quando o piso de R$ 600 foi instituído. O pagamento com os novos valores começa em 19 de outubro de 2026.

O programa atende cerca de 18,7 milhões de famílias, segundo o Banco BMG. Em janeiro de 2026, os repasses alcançaram cerca de 18,77 milhões de famílias, com benefício médio de R$ 697,77 naquele mês.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o decreto foi publicado em edição extra, fora do fluxo normal do Diário Oficial. O sinal é claro: garantir o pagamento já no calendário de outubro.

Tabela: valores de cada benefício antes e depois do reajuste

Cada parcela do Bolsa Família tem valor próprio, e todas foram corrigidas pelo mesmo percentual. A tabela abaixo mostra como fica cada uma.

Benefício Valor antes Valor a partir de outubro de 2026
Benefício de Renda de Cidadania (por integrante) R$ 142 R$ 164
Benefício Primeira Infância (por criança de 0 a 7 anos incompletos) R$ 150 R$ 173
Benefício Variável Familiar (por gestante, nutriz ou criança/adolescente de 7 a 18 anos incompletos) R$ 50 R$ 58
Benefício Complementar garante o piso de R$ 600 garante o piso de R$ 691
Valor mínimo por família R$ 600 R$ 691
Benefício médio estimado R$ 675 R$ 777

O Benefício Complementar não é um valor fixo: ele só entra quando a soma das outras parcelas fica abaixo do piso. Se a soma já supera R$ 691, o complemento não é pago.

Como calcular o valor da sua família: 4 simulações

O cálculo do Bolsa Família soma a Renda de Cidadania por integrante, o Primeira Infância por criança pequena e o Variável Familiar por gestante, nutriz ou adolescente. Veja quatro exemplos com os valores novos.

  1. Some a Renda de Cidadania: 2 adultos e 1 criança de 3 anos = 3 x R$ 164 = R$ 492.
  2. Adicione o Primeira Infância: 1 criança de 3 anos = R$ 173. Total parcial: R$ 665.
  3. Aplique o Benefício Complementar: como R$ 665 fica abaixo de R$ 691, o complemento eleva o total para R$ 691.
  4. Confira o resultado: essa família recebe R$ 691 por mês.

Família com 2 adultos, 1 criança de 5 anos e 1 adolescente de 14 anos

Renda de Cidadania: 4 x R$ 164 = R$ 656. Primeira Infância: R$ 173. Variável Familiar (adolescente de 14 anos): R$ 58. Total: R$ 887. Como a soma supera o piso, não há complemento.

Família com 1 adulto e 1 gestante

Renda de Cidadania: 2 x R$ 164 = R$ 328. Variável Familiar (gestante): R$ 58. Total parcial: R$ 386. O Benefício Complementar eleva o total para R$ 691.

Família com 2 adultos e 3 crianças de 2, 4 e 6 anos

Renda de Cidadania: 5 x R$ 164 = R$ 820. Primeira Infância: 3 x R$ 173 = R$ 519. Total: R$ 1.339. Nesse caso, não há complemento porque a soma já é bem superior ao piso.

Esses cálculos seguem a estrutura da Lei nº 14.601/2023 e os valores do Decreto nº 13.120. O Benefício Variável Familiar, que inclui gestante, nutriz ou criança/adolescente de 7 a 18 anos incompletos, passa de R$ 50 para R$ 58.

Quem tem direito ao Bolsa Família em 2026?

Tem direito a família com renda por pessoa de até R$ 218 e cadastro atualizado no CadÚnico. A seleção considera os critérios do programa.

  • Renda por pessoa da família de até R$ 218.
  • Cadastro atualizado no CadÚnico, com dados corretos e documentação de todos os integrantes.
  • Inscrição feita no CRAS do município.
  • Apresentação dos documentos pessoais do responsável familiar e de cada integrante.
  • A regra de proteção mantém a família no programa, em transição, quando a renda melhora e fica abaixo de meio salário mínimo por pessoa, cerca de R$ 810 em 2026.
  • Nessa transição, o pagamento cai para 50% do valor do benefício.
  • A lei prevê correção dos valores em intervalos de no máximo 24 meses, sem redução.

O reajuste não altera o limite de renda de R$ 218 por pessoa para entrar no programa. O que sobe é o valor pago, não o critério de entrada. Em ano eleitoral, outras regras também entram na conta de quem vai às urnas, como mostra o guia da ordem de votação 2026 e os dígitos de cada cargo.

Calendário de pagamento de outubro de 2026 por final do NIS

O pagamento começa em 19 de outubro de 2026, com os valores já reajustados, e segue o final do Número de Identificação Social (NIS) de cada responsável familiar. As datas exatas de cada final de NIS em outubro de 2026 não foram confirmadas no material consultado, então a conferência deve ser feita nos canais oficiais.

O calendário do Bolsa Família organiza os depósitos por final do Número de Identificação Social (NIS). Como o pagamento de outubro ocorre menos de uma semana antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026, o cronograma ganhou atenção extra.

O anúncio foi feito em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno. Para saber o dia exato do seu pagamento, use o aplicativo Bolsa Família ou o Caixa Tem, que trazem a data de crédito vinculada ao seu NIS.

Como consultar valor e data de pagamento: passo a passo

A consulta oficial do valor e da data de pagamento é feita pelo aplicativo Bolsa Família ou pelo Caixa Tem, com a conta gov.br do responsável familiar. Nenhum canal oficial cobra taxa.

  1. Baixe o aplicativo Bolsa Família ou o Caixa Tem no celular.
  2. Entre com a conta gov.br do responsável familiar.
  3. No aplicativo Bolsa Família, confira o valor do benefício e a parcela liberada.
  4. No Caixa Tem, veja a data de crédito e o saldo disponível.
  5. Confira também o extrato do cartão e o calendário oficial do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
  6. Em caso de divergência, procure o CRAS do município com os documentos pessoais.
  7. Desconfie de mensagens com links para cadastro ou pedido de dados bancários.

O passo 7 vale repetir: nenhum canal oficial cobra taxa para liberar, desbloquear ou aumentar o benefício. Se alguém pedir pagamento ou dados bancários por mensagem, é golpe.

O reajuste foi maior que a inflação?

O reajuste de 15,04% corresponde ao INPC acumulado de março de 2023 a agosto de 2026, ou seja, repõe a inflação do período pelo índice adotado pelo governo. Não é um aumento acima da inflação, e sim a recomposição das perdas desde a retomada do modelo atual do programa.

Esta é a primeira atualização dos valores pela inflação desde 2023. A Lei nº 14.601/2023 autoriza o Executivo a corrigir os valores em intervalos de no máximo 24 meses, vedada a redução.

A comparação com o IPCA do mesmo período não foi confirmada. O INPC é o índice adotado pelo governo para a correção. Não há confirmação de novo aumento em 2027.

Impacto fiscal: quanto custa o reajuste

O reajuste custa R$ 5,8 bilhões adicionais em 2026 e R$ 22,7 bilhões por ano em 2027 e 2028, segundo a Folha de S.Paulo. O custo adicional anual é maior que o de 2026.

O ministro Dario Durigan afirmou que o reajuste é feito de maneira responsável, sem PEC Kamikaze ou crédito extraordinário. O ministro Bruno Moretti afirmou que haverá remanejamento de despesas dentro dos atuais limites, sem aumento dos gastos totais.

O detalhamento das áreas que perderão verba para cobrir o custo extra não foi confirmado. O que se sabe é que o governo pretende fazer remanejamento de despesas dentro dos atuais limites, sem aumento dos gastos totais.

Contexto social e político do anúncio

O anúncio foi feito pelo presidente Lula em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno, e o pagamento começa em 19 de outubro, menos de uma semana antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O calendário eleitoral é parte inseparável da leitura política do reajuste.

O ministro Wellington Dias afirmou que a atualização contribui para manter a capacidade de proteção de renda do programa. Do lado dos indicadores sociais, o Brasil saiu do Mapa da Fome em 2025 e permaneceu fora no levantamento mais recente da ONU. O relatório SOFI 2026, da FAO, apontou prevalência de subnutrição abaixo de 2,5% no Brasil, e a insegurança alimentar severa caiu para 0,6% no triênio 2023-2025.

Esses números ajudam a entender o contexto do anúncio: o reajuste ocorre em um período de melhora dos indicadores de fome no país. A eleição também colocou outros grupos na disputa, como mostram os candidatos do esporte nas eleições 2026 e a ficha do candidato Guto Zacarias.

Erros comuns e alertas contra desinformação

Boa parte das dúvidas sobre o reajuste nasce de informações erradas que circulam em correntes de mensagens. Vale fixar o que o decreto não muda.

  • Não existe taxa para liberar, desbloquear ou aumentar o Bolsa Família.
  • O reajuste não altera o limite de renda de R$ 218 por pessoa para entrar no programa.
  • O Benefício Complementar não é um valor fixo extra: ele apenas garante o piso de R$ 691.
  • A regra de proteção não expulsa a família de imediato quando a renda melhora.
  • O Benefício Variável Familiar, que inclui gestante, nutriz ou criança/adolescente de 7 a 18 anos incompletos, passa de R$ 50 para R$ 58.
  • As datas por final de NIS devem ser conferidas nos canais oficiais, não em correntes de mensagens.

Se a sua família está na regra de proteção, o pagamento cai para 50% do valor enquanto a renda por pessoa ficar abaixo de meio salário mínimo, cerca de R$ 810 em 2026. Isso não é exclusão do programa: é uma transição.

Resumo prático

O Bolsa Família sobe para um piso de R$ 691 por família em outubro de 2026, com reajuste de 15,04% pelo INPC. Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro, seguindo o final do NIS.

Para conferir o que você vai receber, some R$ 164 por integrante, R$ 173 por criança de 0 a 7 anos incompletos e R$ 58 por gestante, nutriz ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos. Se a soma ficar abaixo de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença. Se a soma passar disso, o valor é o que você calculou.

Para confirmar valor e data, use o aplicativo Bolsa Família ou o Caixa Tem com a conta gov.br, ou procure o CRAS do seu município. Desconfie de qualquer cobrança, link ou pedido de dados bancários: nenhum canal oficial faz isso.

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Perguntas frequentes

Qual é o novo valor mínimo do Bolsa Família a partir de outubro de 2026?

O piso por família sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor é garantido pelo Benefício Complementar quando a soma das outras parcelas fica abaixo desse piso. O reajuste de 15,04% vale para todos os benefícios do programa e começa a ser pago em 19 de outubro de 2026.

Qual foi o percentual de reajuste do Bolsa Família?

O reajuste é de 15,04%, com base no INPC acumulado de março de 2023 a agosto de 2026. Não é um aumento acima da inflação: é a recomposição das perdas desde a retomada do modelo atual do programa, em 2023, quando o piso de R$ 600 foi instituído.

Quando começa o pagamento do Bolsa Família com o valor reajustado?

O pagamento com os novos valores começa em 19 de outubro de 2026, seguindo o calendário por final do NIS. As datas exatas de cada final de NIS em outubro não foram confirmadas no material consultado, então confira o dia do seu crédito no aplicativo Bolsa Família ou no Caixa Tem.

Como fica o valor do Bolsa Família para famílias com crianças?

Cada criança de 0 a 7 anos incompletos recebe R$ 173 pelo Benefício Primeira Infância, antes R$ 150. Além disso, cada integrante da família recebe R$ 164 pela Renda de Cidadania. Se a soma ficar abaixo de R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença.

O que é o Benefício Variável Familiar e qual o novo valor?

É o adicional de R$ 58 por gestante, nutriz ou criança e adolescente de 7 a 18 anos incompletos, antes R$ 50. Ele é somado à Renda de Cidadania e ao Primeira Infância no cálculo do total da família. O valor do Benefício Variável Familiar Nutriz também foi corrigido para R$ 58.

Quem tem direito ao Bolsa Família em 2026?

Famílias com renda por pessoa de até R$ 218 e cadastro atualizado no CadÚnico. A inscrição é feita no CRAS do município ou em posto do CadÚnico, com CPF ou Título de Eleitor do responsável e documentos de cada integrante. O reajuste não muda esse limite de renda.

Como consultar o valor e a data de pagamento do Bolsa Família?

Pelo aplicativo Bolsa Família ou pelo Caixa Tem, com a conta gov.br do responsável familiar. No aplicativo Bolsa Família você vê o valor e a parcela liberada; no Caixa Tem, a data de crédito e o saldo. Em caso de divergência, procure o CRAS do município. Nenhum canal oficial cobra taxa.

O que é a regra de proteção do Bolsa Família e como ela funciona?

A regra de proteção mantém a família no programa em transição quando a renda melhora, mas fica abaixo de meio salário mínimo por pessoa, cerca de R$ 810 em 2026. Nesse caso, o pagamento cai para 50% do valor do benefício. Não é exclusão do programa: é uma transição.

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Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Bolsa Família terá valor mínimo de R$ 691 a partir de outubro
  2. Bolsa Família terá reajuste de 15%; veja como fica
  3. Valor do Bolsa Família em 2026: atualização e possíveis aumentos
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