Anthropic e Pentágono: tribunal dos EUA mantém veto à IA Claude
Em desenvolvimento · atualizado às 18:42
Em poucas palavras
Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos, em Washington, D.C., decidiu por 2 votos a 1 manter o veto do Pentágono ao uso da IA da Anthropic, criadora do chatbot Claude. A empresa havia obtido uma vitória parcial na Califórnia, mas a proibição específica para o Pentágono continua válida. A Anthropic pode recorrer ao plenário do tribunal ou à Suprema Corte.

O que você precisa saber
- O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia manteve, por 2 votos a 1, o veto do Pentágono ao uso da IA da Anthropic.
- A Anthropic foi classificada como 'risco para a cadeia de suprimentos' após recusar uso irrestrito de sua tecnologia para fins militares.
- A empresa citou linhas vermelhas sobre armas autônomas e vigilância de cidadãos americanos.
- A decisão mantém a proibição específica para o Pentágono, mas outras agências e contratadas podem continuar usando a Anthropic.
- A Anthropic pode recorrer ao plenário do tribunal ou à Suprema Corte.
Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos, em Washington, D.C., decidiu por 2 votos a 1 manter o veto do Pentágono ao uso da IA da Anthropic, criadora do chatbot Claude. A empresa havia obtido uma vitória parcial na Califórnia, mas a proibição específica para o Pentágono continua válida. A Anthropic pode recorrer ao plenário do tribunal ou à Suprema Corte.
O que se sabe
- O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia decidiu, por 2 votos a 1, que o Pentágono tinha amplo respaldo para concluir que a integração da IA Claude poderia representar uma ameaça à segurança nacional.
- A Anthropic foi classificada pelo governo Trump como um 'risco para a cadeia de suprimentos' no início de 2026, após se recusar a permitir que o Pentágono usasse sua IA para 'todos os fins legais'.
- A empresa citou linhas vermelhas em relação a armas autônomas e vigilância de cidadãos americanos como motivo para a recusa.
- A designação colocou em risco uma parte significativa dos negócios corporativos da Anthropic, incluindo o uso da versão paga do Claude por contratados, fornecedores ou parceiros que trabalhem com as forças armadas.
- A Anthropic entrou com uma ação judicial contra a designação, acusando o governo de violar a Primeira Emenda e alegando que a designação é juridicamente infundada.
- Um tribunal da Califórnia havia invalidado parcialmente a classificação imposta pelo governo Trump em agosto, mas a decisão do Tribunal do Circuito de DC manteve a proibição específica para o Pentágono.
- O governo não recorreu da decisão da Califórnia.
- A Anthropic pode pedir que todo o Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia reexamine o caso em plenário ou recorrer diretamente à Suprema Corte.
- O Pentágono comemorou a decisão, com o subsecretário Emil Michael escrevendo no X que 'O martelo da justiça esmagou os argumentos da @AnthropicAI… Os militares dormirão melhor sabendo que nenhuma empresa privada irá inserir suas opiniões na cadeia de comando'.
- A Anthropic afirmou que discorda da decisão e que outro tribunal federal já considerou ilegal a designação paralela feita pelo governo.
O que ainda não se sabe
- Quais são os critérios legais exatos que o Pentágono usou para classificar a Anthropic como risco para a cadeia de suprimentos.
- Como a decisão afeta concretamente o IPO da Anthropic e seus planos de mercado.
- Quais outras empresas de IA mantêm contratos com o Pentágono e em quais termos.
- O que a Anthropic pretende fazer concretamente após a decisão.
- Qual o impacto da decisão para outras empresas de tecnologia que negociam com o governo dos EUA.
- Detalhes sobre o segundo caso da Anthropic que ainda não foi decidido.
O que cada lado diz
- Anthropic: Alega que a designação viola a Primeira Emenda e é juridicamente infundada. Citou linhas vermelhas sobre armas autônomas e vigilância de cidadãos americanos. (Anthropic em ação judicial, segundo a Folha de S.Paulo e o MIT Technology Review Brasil)
- Pentágono: Sustenta que a integração da IA Claude poderia representar ameaça à segurança nacional. Comemorou a decisão. (Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia, segundo a CNN Brasil e o SpaceMoney)
- Juíza Rita Lin (Califórnia): Concedeu medida cautelar à Anthropic em março, suspendendo diretriz presidencial que obrigava agências federais a interromper o uso da tecnologia da empresa. Concluiu que a Anthropic tinha base sólida ao alegar violação da Primeira Emenda. (O Globo e MIT Technology Review Brasil)
- Juízes Gregory Katsas e Neomi Rao: Rejeitaram os argumentos da Anthropic e mantiveram a proibição específica para o Pentágono. (SpaceMoney)
- Juíza Karen LeCraft Henderson: Dissentiu da decisão majoritária. (SpaceMoney)
- Emil Michael, subsecretário do Pentágono: Escreveu no X que 'O martelo da justiça esmagou os argumentos da @AnthropicAI… Os militares dormirão melhor sabendo que nenhuma empresa privada irá inserir suas opiniões na cadeia de comando'. (X)
Linha do tempo
- julho de 2025: Anthropic assina contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono para fornecer ferramentas de IA.
- setembro de 2025: Negociações sobre o uso do Claude na plataforma GenAI.mil fracassam. O departamento queria acesso irrestrito; a empresa queria garantias contra armas autônomas e vigilância em massa doméstica.
- 27 de fevereiro de 2026: Ordem designa a Anthropic como 'risco para a cadeia de suprimentos'. Trump posta no Truth Social.
- 9 de março de 2026: Anthropic intenta duas ações contra o governo.
- 17 de março de 2026: Departamento de Guerra apresenta requerimento.
- 26 de março de 2026: Juíza Rita Lin, da Califórnia, concede medida cautelar e suspende sanções.
- 8 de abril de 2026: Tribunal federal de apelações de Washington rejeita recurso da Anthropic e mantém veto do Pentágono.
- sexta-feira (25): Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia decide, por 2 votos a 1, manter a proibição específica para o Pentágono.
- 19 de maio de 2026: Audiência marcada para examinar o mérito do caso.
Próximos passos
- A Anthropic pode pedir que todo o Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia reexamine o caso em plenário, composto por 11 juízes.
- A empresa pode recorrer diretamente à Suprema Corte.
- A Anthropic afirma que está considerando todas as opções, incluindo uma revisão mais aprofundada.
- A decisão do Tribunal do Circuito de DC significa que Claude continuará proibido de entrar no Pentágono, embora outras agências governamentais e contratadas possam continuar trabalhando com a Anthropic.
- A Anthropic aposta em sua força em IA corporativa para impulsionar uma oferta pública inicial (IPO) que pode ocorrer antes do final deste ano, segundo o dossiê.
O assunto em poucos toques
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Perguntas frequentes
O que é a Anthropic e o que é o Claude?
A Anthropic é uma empresa de inteligência artificial criadora do chatbot Claude. O Claude é um modelo de linguagem usado para diversas aplicações corporativas e governamentais.
Por que o Pentágono proibiu a IA da Anthropic?
O Pentágono concluiu que a integração da IA Claude poderia representar uma ameaça à segurança nacional. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia.
O que significa 'risco para a cadeia de suprimentos'?
É uma designação geralmente reservada para empresas associadas a adversários estrangeiros, nunca antes usada em uma empresa americana. No caso, foi aplicada à Anthropic após recusa em permitir uso irrestrito de sua IA para fins militares.
A Anthropic ainda pode trabalhar com o governo dos EUA?
Sim, outras agências governamentais e contratadas podem continuar trabalhando com a Anthropic. A proibição específica é para o Pentágono.
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Fontes consultadas
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