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Amyr Klink 100 Dias história real: a travessia de 1984

Publicado em 7 min de leitura

Em poucas palavras

Amyr Klink cruzou o Atlântico Sul sozinho a remo em 1984, de Lüderitz, na Namíbia, à Praia da Espera, em Camaçari (BA), em 100 dias e nove horas. O feito inspirou o livro Cem Dias Entre Céu e Mar e o filme 100 Dias, de Carlos Saldanha, com Filipe Bragança, que estreia em 29 de outubro.

Barco a remo de pequeno porte encalhado numa praia de areia, com remos sobre o convés e o oceano Atlântico ao fundo
Barco a remo de pequeno porte encalhado numa praia de areia, com remos sobre o convés e o oceano Atlântico ao fundo

O que você precisa saber

  • Amyr Klink cruzou o Atlântico Sul sozinho a remo em 1984, em 100 dias e nove horas.
  • A rota foi de Lüderitz, na Namíbia, à Praia da Espera, em Camaçari (BA), com chegada em 18 de setembro.
  • O barco IAT tinha 5,94 metros, 1,52 metro de largura e nenhum motor.
  • O livro Cem Dias Entre Céu e Mar vendeu mais de 300 mil cópias no Brasil.
  • O filme 100 Dias, de Carlos Saldanha, estreia em 29 de outubro, com Filipe Bragança no papel principal.
  • Orçamento, locações, réplica do barco e lançamento internacional seguem sem confirmação.

Em menos de 1 minuto

100 Dias: a travessia real de Amyr Klink em 1984 que virou filme

Amyr Klink cruzou o Atlântico Sul sozinho a remo em 1984. Saiu de Lüderitz, na Namíbia, e chegou à Praia da Espera, em Camaçari (BA), depois de 100 dias e nove horas no mar. O feito virou o livro Cem Dias Entre Céu e Mar e agora chega ao cinema como 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha e estrelado por Filipe Bragança, com estreia marcada para 29 de outubro nos cinemas brasileiros.

Qual é a história real por trás do filme 100 Dias?

A história real é a de um homem de 28 anos que atravessou o Atlântico Sul sozinho em um barco a remo, sem motor e sem GPS, em 1984. Amyr Klink foi a primeira pessoa a fazer esse percurso nessas condições, segundo a Aventuras na História.

O trajeto ligou a costa da Namíbia ao litoral norte da Bahia. Klink participou de praticamente todas as etapas de preparação do projeto, incluindo o desenho da embarcação e a escolha da rota. A época da viagem foi planejada considerando correntes oceânicas e condições do mar.

O relato completo virou livro em 1985 e, décadas depois, base para o longa de Carlos Saldanha. A produção é uma adaptação, e o próprio Klink admite que fez uma concessão poética ao diretor.

A travessia durou 100 dias e nove horas, de acordo com a Aventuras na História. A chegada à Praia da Espera, em Camaçari, foi registrada em 18 de setembro de 1984, conforme a Ingresso.com.

Klink tinha 28 anos na época, segundo a Ingresso.com. Depois de desembarcar em Itacimirim, ele seguiu até Salvador, que era o destino final da expedição.

A partida foi em Lüderitz, na costa oeste da África, território da Namíbia. A chegada aconteceu na Praia da Espera, em Camaçari, no litoral norte da Bahia, em 18 de setembro de 1984.

  • Partida: Lüderitz, Namíbia.
  • Chegada: Praia da Espera, Camaçari (BA), em 18 de setembro de 1984.
  • Desembarque: Itacimirim.
  • Destino final da expedição: Salvador.

A distância do percurso tem duas versões nas fontes usadas nesta reportagem. A Aventuras na História cita cerca de 3,7 mil milhas náuticas, quase 7 mil quilômetros. A Ingresso.com fala em cerca de 3.500 milhas náuticas. A variação aparece nas fontes consultadas e não foi detalhado o critério de cálculo usado por cada uma.

Dado Aventuras na História Ingresso.com
Distância cerca de 3,7 mil milhas náuticas cerca de 3.500 milhas náuticas
Duração 100 dias e nove horas não detalhada
Data de chegada 18 de setembro de 1984 18 de setembro de 1984
Idade de Klink não informada 28 anos

O barco se chamava IAT e tinha 5,94 metros de comprimento, com largura máxima de 1,52 metro. Não havia motor: a propulsão era exclusivamente a remo, segundo a Aventuras na História.

Klink acompanhou o desenho da embarcação de perto. É o tipo de detalhe que costuma pesar em adaptações para o cinema, mas a produção do filme não confirmou como a réplica do IAT foi construída para as gravações.

Como era a rotina e a navegação sem GPS?

Klink remava cerca de oito horas por dia. O restante do tempo era dividido entre refeições, limpeza, manutenção do barco e sono, segundo a Aventuras na História.

Sem GPS, a orientação vinha de um sextante e da observação dos astros. A comunicação com familiares e amigos em terra era feita por rádio, em horários previamente combinados. Esse detalhe ajuda a entender a solidão do percurso: não havia contato contínuo, apenas janelas de conversa marcadas com antecedência.

Durante o trajeto, ele encontrou tubarões, baleias, gaivotas e peixes.

Ele levou 150 embalagens de alimentos desidratados, preparados sem sal, distribuídas entre café da manhã, almoço e jantar, conforme a Aventuras na História.

O material consultado não detalha as razões da escolha por alimentos desidratados nem do preparo sem sal. O material consultado não informa a quantidade exata de água doce levada nem se havia algum sistema de dessalinização a bordo. Essa é uma das lacunas que seguem abertas.

O livro Cem Dias Entre Céu e Mar e a adaptação para o cinema

O livro Cem Dias Entre Céu e Mar foi publicado em 1985 e ultrapassou 300 mil cópias vendidas no Brasil, segundo a Ingresso.com. Ele registra os preparativos, os desafios e as descobertas da viagem.

O filme 100 Dias é dirigido por Carlos Saldanha e tem roteiro de Elena Soarez e Thais Tavares. Filipe Bragança interpreta Amyr Klink. O elenco inclui Felipe Camargo, João Vitor Silva e a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu.

  • Direção: Carlos Saldanha.
  • Roteiro: Elena Soarez e Thais Tavares.
  • Amyr Klink: Filipe Bragança.
  • Elenco: Felipe Camargo, João Vitor Silva e Philippine Leroy-Beaulieu.
  • Produção: Ventre Studio, em parceria com Buena Vista, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Post e Total Post.
  • Estreia: 29 de outubro, nos cinemas brasileiros.

Por que o filme 100 Dias demorou mais de trinta anos para ser feito?

A adaptação levou mais de trinta anos e passou por produtoras como Conspiração Filmes e Bossa Nova, além de vários roteiristas, segundo o Omelete. A produtora Paula Cosenza foi quem procurou Carlos Saldanha para viabilizar o projeto.

Klink disse ao Omelete que fez uma concessão poética a Carlos Saldanha e decidiu não dar palpites sobre o filme. Também afirmou que o ator Filipe Bragança sofreu muito mais no Atlântico do que ele, ao ver o making of. É uma frase que indica o quanto o navegador considerou duro o trabalho do ator na adaptação.

O que o filme 100 Dias ainda não revelou?

Vários pontos da produção seguem sem confirmação pública. A lista abaixo reúne o que não foi respondido até agora:

  • Orçamento da produção.
  • Processo de caracterização e preparação física de Filipe Bragança para o papel.
  • Data de início das filmagens e locações usadas no longa.
  • Se Amyr Klink participou de forma creditada da produção.
  • Se existem cenas gravadas em alto-mar ou apenas em estúdio.
  • Bilheteria esperada e número de salas previsto para a estreia.
  • Se o filme adapta apenas o livro ou inclui outros relatos de Klink.
  • Como foi feita a réplica do barco IAT usada no set.
  • Trilha sonora e compositor do filme.
  • Se haverá lançamento internacional ou em plataformas de streaming.

Essas ausências não são falhas da reportagem: são informações que a produção ainda não divulgou. Vale acompanhar os materiais oficiais até a estreia.

Erros comuns ao comparar a travessia real com o filme

O erro mais frequente é tratar a distância como um número único. Fontes citam cerca de 3.500 ou 3.700 milhas náuticas, dependendo do cálculo de rota. As duas versões podem estar corretas dentro de seus critérios.

Outro engano é assumir que o filme é um documentário. Trata-se de uma adaptação dramatizada, com liberdades poéticas admitidas por Klink. Também é comum confundir a chegada em Itacimirim com o destino final Salvador: o desembarque ocorreu em Itacimirim e a expedição seguiu até a capital baiana. Por fim, não presuma que Klink deu palpites diretos no filme. Ele declarou ao Omelete que não o fez.

Como usar essas informações na prática

Se você quer entender a travessia real antes de ver o filme, guarde os fatos confirmados: 100 dias e nove horas, partida de Lüderitz, chegada à Praia da Espera em 18 de setembro de 1984, barco IAT de 5,94 metros sem motor, oito horas de remada por dia, navegação por sextante e 150 embalagens de comida desidratada.

Se o interesse é a produção, o que está confirmado é direção, roteiro, elenco, produtoras e data de estreia. Orçamento, locações, réplica do barco, trilha e lançamento internacional continuam sem resposta pública. Trate como adaptação, não como registro documental, e compare o filme com o livro Cem Dias Entre Céu e Mar para separar o que é fato do que é licença artística.

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Perguntas frequentes

Qual é a história real por trás do filme 100 Dias?

É a travessia solitária de Amyr Klink a remo pelo Atlântico Sul em 1984, de Lüderitz, na Namíbia, à Praia da Espera, em Camaçari (BA), em 100 dias e nove horas. O relato virou o livro Cem Dias Entre Céu e Mar, publicado em 1985, e agora baseia a adaptação dirigida por Carlos Saldanha.

Quanto tempo durou a travessia de Amyr Klink a remo?

Durou 100 dias e nove horas, segundo a Aventuras na História. A chegada à Praia da Espera, em Camaçari (BA), foi registrada em 18 de setembro de 1984. Klink tinha 28 anos na época e seguiu depois até Salvador, destino final da expedição.

De onde Amyr Klink partiu e onde chegou em 1984?

Partiu de Lüderitz, na costa da Namíbia, e chegou à Praia da Espera, em Camaçari, no litoral norte da Bahia, em 18 de setembro de 1984. O desembarque ocorreu em Itacimirim e a expedição terminou em Salvador.

Qual foi o barco usado por Amyr Klink na travessia do Atlântico Sul?

O barco se chamava IAT e tinha 5,94 metros de comprimento, com largura máxima de 1,52 metro. Não tinha motor: a propulsão era exclusivamente a remo. Klink acompanhou de perto o desenho da embarcação, pensada para estabilidade, armazenamento e resistência em alto-mar.

Como Amyr Klink se orientava sem GPS?

Usava um sextante e a observação dos astros, já que o GPS não existia para uso civil na época. A comunicação com familiares e amigos era feita por rádio, em horários combinados com antecedência. Ele remava cerca de oito horas por dia e dividia o resto do tempo entre refeições, limpeza, manutenção e sono.

Quem interpreta Amyr Klink no filme 100 Dias?

Filipe Bragança interpreta Amyr Klink. O elenco inclui Felipe Camargo, João Vitor Silva e a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu. A direção é de Carlos Saldanha, com roteiro de Elena Soarez e Thais Tavares.

Quando o filme 100 Dias estreia nos cinemas?

A estreia está marcada para 29 de outubro, nos cinemas brasileiros. A produção é do Ventre Studio, em parceria com Buena Vista, Boipeba Filmes, Trema Filmes, O2 Post e Total Post.

O filme 100 Dias é baseado em qual livro de Amyr Klink?

É baseado em Cem Dias Entre Céu e Mar, publicado em 1985 e com mais de 300 mil cópias vendidas no Brasil. O livro registra os preparativos, os desafios e as descobertas da viagem. O filme é uma adaptação dramatizada, com liberdades poéticas admitidas pelo próprio Klink.

Para ir à origem

Fontes consultadas

Consulte os materiais usados neste artigo. Os links abrem em uma nova aba.

  1. Omelete: entrevista com Amyr Klink sobre a história real de 100 Dias
  2. Aventuras na História: a travessia histórica de Amyr Klink
  3. Ingresso.com: a história real da jornada de Amyr Klink
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